Control Resonant triplica a receita da Remedy, e o Brasil fica entre os três maiores mercados nos consoles
Estúdio sai do prejuízo no terceiro trimestre, com receita 226% maior. Quase metade dos jogadores nunca tinha jogado Control.
Por Bruno Vazquez · 03 nov 2026 · 13:22 · 4 min de leitura

📷 CONTROL Resonant. Divulgação/Remedy Entertainment
O primeiro balanço depois de Control Resonant mostra o tamanho da aposta da Remedy. A receita do estúdio finlandês triplicou no terceiro trimestre, de 12,2 milhões para 39,6 milhões de euros, uma alta de 226%. E o Brasil aparece no relatório: entre os três maiores mercados do jogo em unidades vendidas nos consoles.
O resultado saiu nesta terça-feira (3) e cobre julho a setembro. Ou seja, inclui só a pré-venda e os primeiros sete dias de vendas de Control Resonant, lançado em 24 de setembro para PS5, Xbox Series X|S e PC.
Do prejuízo ao lucro
Há um ano, no mesmo período, a Remedy fechou com prejuízo operacional de 16,4 milhões de euros. Agora o trimestre terminou no azul, com lucro operacional de 0,6 milhão. Venda de jogos e royalties responderam por 35,3 milhões da receita. O restante veio de pagamentos pelo remake de Max Payne 1 e 2, feito para a Rockstar. Também entrou a parcela final do acordo com a Annapurna Pictures, que ajudou a financiar Control Resonant.
O lucro é pequeno perto da receita, e o próprio relatório explica por quê. Como publicadora, a Remedy agora paga direto as taxas das lojas e a parte da Annapurna. O estúdio também começou a amortizar o custo de produção do jogo e fez "o maior investimento em marketing da nossa história", concentrado no lançamento.
"Este é o nosso primeiro jogo publicado por nós mesmos nessa escala, construído sobre a nossa própria marca Control", escreveu o CEO Jean-Charles Gaudechon. "Elogiado por jogadores e críticos, ele marca um momento decisivo para a empresa."

O Brasil entre os três maiores nos consoles
Os Estados Unidos foram o maior mercado de Control Resonant, com quase metade das vendas em PC e consoles. No PC, regiões de língua chinesa e o Reino Unido vêm em seguida. Nos consoles, em receita, a ordem é Estados Unidos, Reino Unido e Canadá. Já em unidades vendidas nos consoles, o Brasil entrou no top 3.
A Remedy atribui o resultado à força que vem vendo em mercados em crescimento desde a pré-venda. Pela primeira vez nessa escala, o estúdio fez campanhas voltadas para a Ásia e a América Latina. Houve acesso antecipado para imprensa e criadores locais e presença em eventos ao vivo. Parece ser a primeira vez que um jogo da Remedy trata o público brasileiro como prioridade, e o número sugere que a aposta funcionou.
O jogo custa R$ 229,99 na Steam.
Um milhão de cópias, metade de jogadores novos
O balanço confirma o número que a Remedy já tinha divulgado em outubro. Control Resonant passou de 1 milhão de cópias em 15 de outubro, três semanas depois do lançamento e no dia da edição física. É o jogo de venda mais rápida da história do estúdio.
Control Resonant chega a 1 milhão de cópias vendidas em três semanas
O dado mais importante para o futuro da série parece ser outro. Segundo a empresa, perto de 50% dos jogadores nunca tinham jogado Control. Ainda há 2,4 milhões de pessoas com o jogo na lista de desejos, um público que a Remedy quer converter nos próximos meses. O lançamento também puxou as vendas do Control original, que vendeu mais neste trimestre do que nos dois anteriores.
Já Alan Wake 2 teve um trimestre mais fraco, e FBC: Firebreak, o jogo cooperativo de 2025, vive hoje principalmente de acordos com serviços de assinatura.
O que vem depois
A previsão para 2026 não mudou: a Remedy espera receita e resultado maiores que os de 2025. O remake de Max Payne 1 e 2 segue em produção completa, e um projeto novo, ainda sem nome, está na fase de preparação para a produção. Control Resonant entra agora em atualizações pós-lançamento.
"As vendas no restante do ano vão definir o nosso ano fiscal de 2026", escreveu o CEO. Ele assumiu o cargo neste ano, e o balanço de hoje parece a primeira prova de que a virada para publicar os próprios jogos pode se pagar.
Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
Ver perfil e matérias →Newsletter Acerto Games
Dê o start na informação certa
Um resumo diário com as principais notícias de games, direto no seu e-mail.
Leia no celular
Aponte a câmera e abra esta matéria

