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Stellar Blade chega ao Switch 2 nesta quinta, e as primeiras análises mostram o preço dos 60 fps

O port roda a 30 quadros por segundo e chega a 60 com a geração de quadros do FSR 3.1, sobre o DLSS. As análises aprovam o jogo, mas apontam imagem mais suave no modo portátil e atraso nos comandos nas esquivas e nos parries.

Por · 03 nov 2026 · 09:10 · 4 min de leitura

EVE agachada sobre uma plataforma metálica na arte oficial de Stellar Blade Complete Edition para Nintendo Switch 2

📷 Stellar Blade Complete Edition. Divulgação/SHIFT UP/Nintendo

Stellar Blade Complete Edition chega ao Nintendo Switch 2 nesta quinta-feira (5), ao meio-dia de Brasília. O lançamento é simultâneo no mundo todo: no horário da Coreia do Sul, sede da SHIFT UP, já é meia-noite do dia 6. Na eShop brasileira, o jogo custa R$ 299,90.

As análises da versão saíram nesta segunda-feira (2) e confirmam o que a SHIFT UP tinha adiantado em setembro. O Switch 2 roda Stellar Blade a 30 quadros por segundo e exibe 60 graças à geração de quadros do FSR 3.1, da AMD, aplicada sobre o DLSS, da Nvidia, que cuida da resolução. O resultado divide os críticos menos pelo jogo e mais pelo que a técnica cobra.

60 fps que não são 60 fps

A geração de quadros cria imagens intermediárias entre dois quadros reais. A tela fica mais fluida, mas o jogo continua lendo os comandos no ritmo dos 30 quadros de base, e o processo acrescenta um pequeno atraso. Num jogo de ação em que esquiva e parry decidem as lutas contra chefes, essa diferença pesa mais do que pesaria num jogo de exploração.

Os textos variam na dose. Para o Gaming Trend, o atraso é pequeno contra inimigos comuns e frustrante nas lutas contra chefes, a ponto de os 30 quadros travados às vezes jogarem melhor. A CogConnected, que deu nota 80, registra um leve atraso em relação ao PS5. A Final Weapon foi na direção contrária: não sentiu atraso grave e achou o jogo mais responsivo com a geração de quadros ligada do que desligada.

O recurso vem ativado por padrão e pode ser desligado. Na TV, a saída é de 1080p. No modo portátil, de 720p. As análises concordam que o modo na base é o mais estável, e que o portátil perde nitidez, com cabelos em blocos, cenários borrados e quedas pontuais de quadros em momentos de chuva e faíscas.

Ocarina of Time no Switch 2 lista o FSR 1.0 da AMD nas licenças, e o DLSS não aparece

A comparação com Ocarina of Time, que chega no mesmo dia, é instrutiva. A Nintendo usa no remake um escalonamento simples e barato, o FSR 1.0, e mira 60 quadros reais. A SHIFT UP fez o caminho inverso: usou o DLSS, que o hardware suporta, e completou os quadros com interpolação. São duas respostas ao mesmo limite do console.

Cartucho completo e Bayonetta

A edição física traz o jogo inteiro no cartucho, sem download adicional nem cartão de chave de jogo. A versão digital ocupa 25,3 GB, contra 38,8 GB no PS5. O Gaming Trend mediu cerca de 21 segundos para carregar o jogo no Switch 2, contra 8 no console da Sony.

A Complete Edition reúne o jogo base, de abril de 2024, e os conteúdos lançados depois. A colaboração com Bayonetta, da PlatinumGames, traz quatro trajes para EVE, gratuitos no Switch 2, no PS5 e no PC a partir do lançamento. A página oficial lista o português entre os idiomas do jogo, e a demo segue disponível na eShop desde setembro.

Stellar Blade ganha demo no Switch 2 e revela quarto traje da colaboração com Bayonetta

Um port que funciona, com asterisco

Nenhuma das análises trata a versão como desastre. O consenso é de um port competente de um jogo exigente, que mantém o combate intacto e faz concessões visíveis no modo portátil. O asterisco está no sistema de luta. Quem joga Stellar Blade pelo parry perfeito talvez prefira desligar a geração de quadros e aceitar os 30 quadros. Para quem joga pela exploração, a diferença parece pesar bem menos.

Sobre o autor

Bruno Vazquez

Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.

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