Resident Evil: história atual deve terminar nos próximos 10 anos, diz produtor da Capcom
Jun Takeuchi diz que Requiem fecha a primeira década do plano da série e promete vários jogos até o desfecho. A conclusão é da saga, não do fim da franquia.
Por Bruno Vazquez · 28 out 2026 · 10:31 · 4 min de leitura

📷 Resident Evil Requiem. Divulgação/Capcom
A história de Resident Evil tem prazo para terminar, ao menos a saga que a Capcom conta desde o remake de Resident Evil 2. Em entrevista ao Yahoo Japan, o produtor executivo Jun Takeuchi disse que a conclusão deve vir nos próximos 10 anos.
A frase rodou o mundo como se a série inteira estivesse com os dias contados. Não é bem isso. Takeuchi fala da trama atual, que liga os remakes aos jogos numerados, e não do fim da marca mais vendida da Capcom.
O que Takeuchi disse
O produtor contou que a história nunca foi planejada do começo ao fim. "A história da série não foi toda pensada desde o início; ela cresceu a cada novo jogo", afirmou. Segundo ele, a Capcom montou um plano de marca de 10 anos quando preparava o remake de Resident Evil 2.
Esse foi, nas palavras dele, o ponto mais difícil do planejamento. Takeuchi também deixou uma pista para quem acompanha a série de perto. "Se você jogar todos, acho que vai perceber o sentido por trás da ordem dos remakes", disse.
Depois veio a frase que gerou as manchetes. "Com o lançamento de Requiem neste ano, sinto que os primeiros 10 anos chegaram ao fim, então acho que a conclusão virá nos próximos 10 anos", declarou o produtor.

Mais de um jogo pelo caminho
Takeuchi não detalhou quantos jogos faltam para esse desfecho, mas garantiu que não será só um. "Não posso dizer, porque estragaria a graça para todo mundo, mas não será apenas um. Serão vários títulos", afirmou.
Ele não disse se essa conta inclui remakes. O próximo da fila já está anunciado. Resident Evil Code Veronica, refeito para PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC, chega em 2027 com Claire Redfield de volta ao centro da história.
Na mesma entrevista, o produtor falou sobre inteligência artificial no desenvolvimento. Segundo ele, a ferramenta deve trazer mais eficiência, mas a Capcom não vai entregar a criatividade para a IA. "Penso nela como uma ferramenta", disse.
Fim da saga, não da série
A ideia de um encerramento conversa com o que Takeuchi já tinha dito em outubro. Na ocasião, ele explicou que a Capcom se prepara para o momento em que os remakes alcançarem a cronologia dos jogos atuais, num encontro entre as duas linhas.
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Takeuchi não explicou de onde parte a contagem dos 10 anos. As datas, porém, ajudam a entender o período. Resident Evil 7 reinventou a série em 2017, o remake de RE2 saiu em 2019 e Requiem chegou em fevereiro de 2026.
Resident Evil 7 também mostra que a Capcom já recomeçou a série antes. O jogo trocou a câmera, o elenco e o tom, e mesmo assim abriu uma fase nova de sucesso. Nada impede que o mesmo aconteça quando a saga atual terminar.
O dinheiro reforça essa leitura. A franquia soma 218 milhões de cópias vendidas, segundo o relatório financeiro mais recente da Capcom. Requiem já responde por 8,5 milhões dessas unidades e passou de US$ 500 milhões em receita.
O acervo pesa tanto quanto as novidades. Os remakes de Resident Evil 2, 3 e 4, além de Resident Evil 7 e Requiem, ocupam metade da lista dos jogos mais vendidos da Capcom no primeiro semestre do ano fiscal. Resident Evil 2 já passou de 20 milhões de cópias.
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Dublagem completa
A série vive uma fase rara de cuidado com o idioma. Requiem saiu com dublagem completa em português do Brasil, além de interface e legendas. Na Steam, o jogo custa R$ 299 e aparecia com 30% de desconto nesta quarta-feira, por R$ 209,30.
Quem quer entender a pista de Takeuchi sobre a ordem dos remakes tem um bom caminho aqui no Brasil. Os remakes de 2 e 3 têm legendas em português, o de 4 tem dublagem completa, e os três aparecem com frequência nas promoções da Capcom. Jogar os três antes de Requiem é a forma mais direta de ligar as pontas.
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Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
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