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Miyamoto defende a onda de remakes da Nintendo e entrega um gostoso suspense: 'levam a desenvolvimentos futuros'

O pai do Mario foi à Famitsu explicar por que a Nintendo está apostando tanto em revisitar seus clássicos — e deixou no ar a promessa de que coisa nova vem por aí.

Por Bruno Vazquez · 23 jul 2026 · 08:48 · 4 min de leitura

📷 Reprodução/IGN

Shigeru Miyamoto, o lendário criador de Mario e Zelda e uma das maiores lendas vivas da indústria dos games, saiu em defesa da Nintendo nesta semana. O alvo das críticas é o cardápio do Switch 2 em 2026, que até agora serviu dois pratos bem conhecidos: o remake de Star Fox — tecnicamente a terceira reimaginação do clássico do Nintendo 64 — e o anúncio recente de Zelda: Ocarina of Time, que também vai revisitar o N64, agora com uma nova roupagem. Em entrevista à Famitsu, tradicional revista japonesa de games, e traduzida pelo site Nintendo Everything, Miyamoto foi direto ao ponto: sim, tem muita gente falando que a Nintendo está exagerando nos remakes. Ele tem uma resposta pra isso.

O argumento de Miyamoto é mais sólido do que parece à primeira vista. 'Depois de cinco anos, muita gente cresce e para de jogar, e os jovens de hoje não têm a oportunidade de experimentar games de dez anos atrás', ele disse. 'Então refazer esses jogos de forma mais acessível e relançá-los é uma boa maneira de atender a essa demanda.' É difícil discordar dessa lógica — quem tem 20 anos hoje tinha cinco quando Ocarina of Time saiu no 3DS em 2011, e provavelmente nunca tocou na versão original do N64. Remake bem feito não é preguiça: é ponte.

Mas o trecho que vai fazer os fãs ficarem agitados é o que veio logo depois. 'Apresentar os jogos originais às pessoas também leva a desenvolvimentos futuros', ele afirmou, com aquela elegante vagueza que a Nintendo domina como ninguém. Ou seja: os remakes não são o destino final. São, nas palavras do próprio Miyamoto, uma espécie de preparação do terreno — uma forma de apresentar (ou reapresentar) franquias ao público antes de dar um passo maior.

No caso de Star Fox, os sinais apontam pra esse caminho faz tempo. Fox McCloud apareceu no Filme do Super Mario Galaxy ainda esse ano, e o remake do Switch 2 chegou na sequência. A leitura que a maioria dos fãs faz — e que parece cada vez mais razoável — é que a Nintendo está reconstruindo o amor pela franquia antes de anunciar um jogo inédito. É o tipo de estratégia que, olhando de fora, parece óbvia, mas que a Nintendo raramente confirma abertamente. Miyamoto chegou bem perto disso hoje.

Já com Zelda, o caminho é um pouco diferente. Um novo capítulo pós-Tears of the Kingdom vai acontecer mais cedo ou mais tarde — isso é inevitável. Ocarina of Time no Switch 2, que chega em algum momento ainda em 2026 com arte em 3D e uma proposta descrita em uma ficha de produto (depois removida) como uma adaptação fiel, parece cumprir a função de manter a comunidade aquecida enquanto o próximo grande original não aparece. Segundo a IGN, um teaser divulgado durante o Nintendo Direct do mês passado mostrou o estilo visual do jogo, mas ainda sem data precisa.

Pra quem cresceu esperando na fila da locadora pra pegar o cartucho de Ocarina of Time num final de semana — e não achava que ia ter outra chance de viver isso de novo — a promessa de Miyamoto soa como música. A gente pode reclamar do ritmo de remakes, pode querer novidade, pode bater o pé. Mas quando o homem que criou essas franquias diz que tudo isso está levando a algo maior, dá vontade de sentar, respirar fundo e confiar no processo. Por enquanto.

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Com informações de: IGN

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