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"É o momento mais Kojima possível": o criador de Metal Gear revela onde (e quando) gostaria de partir

Num festival na Itália, Hideo Kojima soltou uma reflexão que só ele soltaria: quer morrer dentro de um cinema, num instante bem específico. E, conhecendo o cara, faz todo sentido.

Por · 27 jul 2026 · 13:30 · 3 min de leitura

📷 Reprodução

Tem declaração que só podia ter saído da boca de uma pessoa no mundo dos games — e essa é uma delas. Durante uma participação num festival de cinema na Itália, Hideo Kojima, o pai de Metal Gear Solid e Death Stranding, resolveu falar sobre a própria mortalidade de um jeito que a internet inteira reconheceu na hora como 'a coisa mais Kojima de todas'.

A ideia dele é bem específica: ele gostaria de partir dentro de uma sala de cinema. Mas não em qualquer momento da sessão. Kojima explicou que a parte que mais ama é justamente o instante antes do filme começar — quando você entra na sala, as luzes se apagam, rolam os comerciais e os trailers, e existe aquele suspense delicioso segundos antes de a tela acender de vez. É nesse exato ponto que ele gostaria de dizer adeus.

Antes que alguém leve pro lado sombrio: não é desespero, é poesia de cinéfilo. A fala veio com o humor seco de sempre e reflete o amor documentadíssimo dele pela sétima arte. A bio de rede social do próprio Kojima diz que ele é um criador de jogos cujo corpo é feito de 70% de filmes — e olha que isso resume bem a carreira toda.

E resume mesmo. Poucos nomes da indústria construíram uma ponte tão explícita entre videogame e linguagem de cinema quanto ele. Metal Gear Solid virou sinônimo de narrativa cinematográfica, cutscene longa e direção de câmera caprichada numa época em que quase ninguém pensava jogo desse jeito.

Um cara que não pensa em desacelerar

Se você achou que a frase era sinal de aposentadoria à vista, pode relaxar. Aos 62 anos, Kojima segue com a agenda lotada. O carro-chefe do estúdio é OD, o terror que ele desenvolve em parceria com o cineasta Jordan Peele e com um elenco de peso. E, no cinema, ele acompanha de perto a adaptação de Death Stranding, tocada pela A24, atuando mais como consultor do que como diretor — segundo ele, pra não atrapalhar o trabalho da equipe.

No fim das contas, a frase acabou virando um resumo involuntário de tudo que ele representa. Quando o homem que passou a vida transformando games em experiências de cinema diz que quer partir bem na soleira de um filme, dá pra entender o recado sem precisar de legenda. Que seja daqui a muitos e muitos anos, Hideo.

E você, qual é o seu momento favorito no cinema? Comenta aí — de preferência, sem drama.

Sobre o autor

Bruno Vazquez

Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.

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Com informações de: IGN Brasil, GameSpot, NME

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