Harada achou que ia apanhar quando fãs o convidaram pro churrasco depois do Leroy Smith
O criador do Tekken confessou que, ao receber o famoso 'convite pro cookout' da comunidade negra americana, pensou que estava sendo ameaçado. A história é boa DEMAIS.
Por Bruno Vazquez · 21 jul 2026 · 23:00 · 4 min de leitura
📷 Reprodução/IGN
Katsuhiro Harada, ex-diretor da série Tekken e fundador do recém-criado VS Studio, revelou no último domingo (20) uma história hilária que envolve Leroy Smith, a comunidade negra americana e um tremendo mal-entendido cultural. Depois que o personagem foi anunciado para o Tekken 7 em 2019, os fãs ficaram tão animados que começaram a mandar mensagens convidando Harada 'pro cookout' — e o criador japonês, fluente em inglês mas completamente alheio àquele contexto, teve um ataque de pânico.
Pra quem não conhece a expressão: 'ser convidado pro cookout' é um elogio enorme dentro da cultura negra americana. Significa que você ganhou a confiança e o carinho de uma comunidade próxima o suficiente pra estar no churrasco de família — só quem realmente é bem-vindo aparece lá. É, digamos, o equivalente informal de uma medalha de honra. Harada, porém, não sabia disso. E o que ele leu foi algo bem diferente.
A confissão veio num fio no X, em resposta a um fã que associou o Tekken à cultura negra e ao clássico cult de 1985 'The Last Dragon'. Harada explicou que, naquela época, estava vendo a palavra 'cooked' circular muito na internet — e sempre em contextos negativos, tipo 'esse cara foi destruído', 'acabou com ele'. Então quando chegou a mensagem 'posso te convidar pro cookout?', o cérebro dele fez a conta errada. 'Por um segundo aterrorizante, li aquilo como: hey, a gente pode te convidar pra uma festa onde vai te destruir e te humilhar?', ele contou. Mesmo achando que conhecia bem a América — já havia viajado ao país mais de 50 vezes —, ficou genuinamente preocupado com algum botão cultural invisível que teria apertado sem querer.
Alguém por fim explicou o que o convite realmente significava, e o alívio foi enorme. Harada disse que a descrição que recebeu foi precisa: 'É um dos maiores elogios possíveis — basicamente te dizendo que você é alguém de confiança, da nossa família'. E aí a conversa tomou um rumo inesperado: os fãs começaram a mostrar fotos dos equipamentos de churrasco americano, e Harada ficou boquiaberto. 'Esperava que as churrasqueiras fossem grandes. Mas até as pinças e as espátulas eram enormes, e a carne parecia algo que eu só tinha visto como item de loot num MMORPG', escreveu ele. A analogia com drop de jogo num churrasco real é o tipo de coisa que só quem cresceu em locadora e dungeon consegue fazer naturalmente.
No fechamento do relato, Harada listou as referências da cultura negra que moldaram quem ele é: Michael Jackson, Wesley Snipes como Blade, Kareem Abdul-Jabbar em 'Game of Death' e Jim Kelly em 'Enter the Dragon'. Não como pose, mas como influências genuínas de uma carreira de 31 anos percorrendo o mundo e absorvendo o que encontrava pelo caminho. 'Não posso afirmar que entendo plenamente o que vocês chamam de cultura negra. Mas se falarmos das partes que realmente me influenciaram, a história do cookout é certamente uma delas', disse.
E tem um arrependimento real aí: Harada disse que, olhando para trás, lamenta não ter embarcado no primeiro avião e aceitado o convite de verdade. Seria o encerramento perfeito pra uma história que começa no palco de um evento de games e termina, metaforicamente, num quintal americano com uma costelinha do tamanho de item lendário. Ponto pra Harada por contar isso com tanta honestidade — e pra Leroy Smith por ser bom o suficiente pra gerar tudo isso.
Com informações de: IGN