Capcom cresce 49% no semestre; Pragmata passa de 2,7 milhões e Onimusha de 1,7 milhão
As duas novas apostas da empresa puxaram o semestre, mas quase 87% das unidades vendidas ainda vieram do catálogo. A meta do ano fiscal ficou onde estava, e a conta para os próximos seis meses ficou mais leve.
Por Bruno Vazquez · 27 out 2026 · 08:40 · 4 min de leitura

📷 Pragmata. Divulgação/Capcom
A Capcom fechou o primeiro semestre do ano fiscal com receita de ¥120,9 bilhões, alta de 49% sobre o mesmo período de 2025. O lucro operacional chegou a ¥60,8 bilhões, 54,5% a mais. Os números cobrem abril a setembro e foram divulgados nesta terça-feira (27).
Os dois jogos novos da empresa ajudam a explicar o salto. Pragmata passou de 2,7 milhões de unidades vendidas no mundo. Onimusha: Way of the Sword, lançado em 4 de setembro, chegou a 1,7 milhão em menos de um mês.
Dois ritmos dentro do semestre
O semestre junta dois trimestres bem diferentes. Em julho, a Capcom tinha informado ¥70,4 bilhões de receita só entre abril e junho, embalada pela estreia de Pragmata. Isso deixa cerca de ¥50,5 bilhões para julho a setembro, um trimestre mais calmo, apesar de Onimusha.
Pragmata ilustra a desaceleração. O jogo vendeu 1 milhão em dois dias, 2 milhões em pouco mais de duas semanas e estava em 2,5 milhões no fim de junho. De lá para cá, somou cerca de 200 mil cópias em três meses. É o ritmo de cauda de um lançamento, não mais o de estreia, o que não diminui o feito de uma marca nova de ficção científica.

Onimusha fez o caminho inverso e carregou o trimestre. O primeiro jogo novo da série em mais de 20 anos vendeu 1 milhão de unidades no dia de estreia, segundo a Capcom informou em 7 de setembro, quando a série passou de 10 milhões. Até o fim do mês, foram mais 700 mil.
O catálogo ainda paga a conta
A Capcom vendeu 36,86 milhões de unidades no semestre, contra 23,85 milhões um ano antes. Desse total, 32,18 milhões são de catálogo, ou seja, jogos lançados em anos fiscais anteriores. É quase 87% de tudo o que a empresa vendeu.
Os números dizem muito sobre o modelo da casa. Pragmata e Onimusha são a vitrine e mostram que a Capcom consegue criar e ressuscitar marcas. Quem sustenta o volume, porém, continua sendo o acervo: Resident Evil, Monster Hunter, Street Fighter e Devil May Cry, vendidos com desconto e relançados em novas plataformas. Resident Evil Requiem, que já tinha passado de 8 milhões em julho, agora entra nessa conta como catálogo.
A meta ficou mais fácil
A Capcom manteve a previsão para o ano fiscal que termina em março de 2027. A empresa projeta receita de ¥210 bilhões, alta de 7,5%, e lucro operacional de ¥83 bilhões, 10,2% acima do ano anterior.
Com ¥120,9 bilhões já no caixa, faltam ¥89,1 bilhões de receita para os próximos seis meses, menos do que o semestre que acabou de fechar. No lucro operacional, faltam pouco mais de ¥22 bilhões. Manter a meta com essa folga parece mais cautela do que expectativa de um segundo semestre fraco, mas também indica que a Capcom não conta com um grande lançamento até março.
O próximo título grande já tem janela. A expansão Monster Hunter Wilds: Ascendance sai em 2027, e o relatório confirma que ela também chega ao Switch 2.
Dublados por aqui
Os dois jogos que puxaram o semestre têm algo em comum: chegaram com dublagem completa em português do Brasil, segundo a Steam. Na loja brasileira, Onimusha: Way of the Sword custa R$ 299. Pragmata, de R$ 259, estava com 20% de desconto nesta terça, a R$ 207,20.
Monster Hunter Wilds abre a caçada no Switch 2 com demo grátis e pré-venda a R$ 199
Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
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