Capcom dispara: lucro sobe 69% no trimestre, puxado por Pragmata e Resident Evil
A empresa vendeu quase 24 milhões de jogos em três meses, viu o digital crescer 83% e ainda assim manteve a previsão do ano no mesmo lugar. Os números por trás da maré de sorte da Capcom.
Por Bruno Vazquez · 28 jul 2026 · 16:00 · 4 min de leitura
📷 Reprodução/Capcom (via MeuPlayStation)
A Capcom tá vivendo uma daquelas fases em que quase tudo dá certo — e agora tem número pra provar. A empresa divulgou os resultados do primeiro trimestre do seu ano fiscal de 2026 e os gráficos são pra cima em todas as linhas, empurrados por Pragmata e pelas vendas que não param da franquia Resident Evil.
Os números que importam
Nos três meses encerrados em 30 de junho, a Capcom faturou ¥70,4 bilhões de receita líquida — um salto de 54,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro operacional chegou a ¥41 bilhões (alta de 66,9%) e o lucro líquido bateu ¥29,1 bilhões, crescimento de 69,2%. Traduzindo do 'contabilês': a empresa ganhou muito mais dinheiro do que ganhava um ano atrás.
O motor disso tudo foi a divisão de jogos digitais, que faturou ¥54,6 bilhões (avanço de 83%) com lucro operacional de ¥37,5 bilhões — um salto de 87,5%. No total, foram 23,81 milhões de jogos vendidos no trimestre, contra 14,16 milhões no mesmo período do ano anterior. Quase 10 milhões de cópias a mais, só de diferença.
Pragmata: a aposta nova que deu certo
O grande destaque entre os lançamentos é Pragmata, nova propriedade intelectual da Capcom que saiu em abril. O jogo já passou de 2,5 milhões de cópias vendidas — chegou a 1 milhão em dois dias e cravou 2 milhões em pouco mais de duas semanas. Pra uma IP totalmente nova, sem lastro de franquia, é um começo e tanto.
Resident Evil e o catálogo que não para
Do lado das franquias consagradas, Resident Evil Requiem já passou de 8 milhões de unidades, enquanto RE2 Remake e RE4 seguem vendendo de forma constante. E não para por aí: Devil May Cry 5 chegou a 14 milhões, e Street Fighter 6 atingiu impressionantes 60 milhões de cópias — resultado que a Capcom credita à ligação do jogo com os eSports. Só o catálogo (jogos antigos) respondeu por 21,26 milhões das unidades vendidas no trimestre. As divisões de fliperama e pachinko também deram sua contribuição.
A parte curiosa: previsão mantida
Aqui está o detalhe que chama atenção: mesmo com resultados acima do esperado, a Capcom não mexeu na previsão pro ano fiscal que termina em março de 2027. A empresa segue projetando ¥210 bilhões de receita e ¥58 bilhões de lucro líquido. É uma postura conservadora clássica de empresa japonesa — melhor prometer de menos e entregar de mais do que o contrário.
No fim, o recado é claro: entre uma IP nova bombando, uma franquia de terror imortal e clássicos que se recusam a parar de vender, a Capcom montou uma máquina bem azeitada. E, pra quem joga, isso costuma significar mais jogo bom vindo por aí.
A Capcom tá numa fase de acertar quase tudo. Qual você acha que é o próximo grande trunfo dela? Comenta aí.
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Com informações de: MeuPlayStation (via relatório fiscal da Capcom e Games Industry)