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Tomb Raider: Legacy of Atlantis mostra como refez o combate da Lara sem trair o jogo de 1996

O novo vídeo traz a equipe da Crystal Dynamics e da Flying Wild Hog explicando as mudanças em combate e progressão do remake. O jogo sai em 12 de fevereiro de 2027, e chega ao Switch 2 no mesmo dia das outras plataformas.

Por · 17 ago 2026 · 15:25 · 4 min de leitura

📷 A Lara de Legacy of Atlantis, agora com a voz de Alix Wilton Regan. Divulgação/Crystal Dynamics

Refazer o primeiro Tomb Raider tem uma armadilha embutida. O jogo de 1996 é rígido de propósito: a Lara anda em grade, os pulos são medidos, e o combate resolve tudo travando a mira sozinho enquanto você faz cambalhota pra trás. Modernizar isso demais e você perde o jogo. Não modernizar e ninguém aguenta jogar hoje.

É exatamente essa corda bamba que o novo vídeo de Legacy of Atlantis tenta explicar. Em vez de trailer com música épica, é a equipe da Crystal Dynamics e da Flying Wild Hog falando na frente da câmera sobre como repensaram o combate e a progressão da aventura de estreia da Lara sem perder a sensação clássica.

O que já está confirmado do jogo

O Legacy of Atlantis é uma releitura completa do Tomb Raider de 1996, feita na Unreal Engine 5. A história é a mesma — a caçada pelos pedaços do Scion, o artefato de poder incalculável — passando pelos cenários que qualquer pessoa que jogou na época reconhece de olho fechado: o Vale Perdido do Peru, as ruínas da Grécia, os desertos do Egito e a ilha mediterrânea envolta em mito.

A mudança estrutural mais interessante não está no combate, está no mapa. O original era feito de salas fechadas, cada quebra-cabeça isolado do outro. Aqui os espaços foram reconstruídos pra se conectarem entre si, o que abre mais de um caminho pra resolver a mesma coisa.

E a Lara tem voz nova: a britânica Alix Wilton Regan assume o papel no lugar da Camilla Luddington, e vai interpretá-la também no Tomb Raider: Catalyst, o jogo inédito previsto pra 2027.

A data e o aniversário perdido

O jogo sai em 12 de fevereiro de 2027 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Steam e Nintendo Switch 2 — todos no mesmo dia, sem porte atrasado.

Essa data, porém, carrega uma ironia amarga. O anúncio original, feito no The Game Awards de 2025, prometia 2026. O adiamento significa que a Lara Croft completa 30 anos de existência sem o remake da própria estreia nas prateleiras. Era o encaixe de calendário mais óbvio que a indústria já teve na mão, e escapou por sete semanas.

A Crystal Dynamics não explicou o motivo do adiamento. Do lado positivo, é bom lembrar que a versão de Switch 2 foi anunciada junto com a nova data — o que sugere que parte do tempo extra foi pra fazer o jogo caber no console da Nintendo sem virar remendo.

Por que esse é o remake que interessa

Tem uma discussão que a gente levantou aqui outro dia, quando um ex-designer da Naughty Dog disse que Uncharted não deveria ganhar remake porque o jogo ainda é acessível e jogável. O critério dele é bom: refação serve pra derrubar barreira entre a obra e quem quer conhecê-la, não pra revender sucesso.

Tomb Raider de 1996 é o caso oposto e perfeito. Ele é historicamente fundamental, praticamente inventou um gênero — e é genuinamente difícil de jogar hoje, por causa dos controles de tanque e da câmera da época. Aqui o remake tem função: existe um público inteiro que nunca vai atravessar aquela barreira e que merece conhecer a Lara original mesmo assim.

O argumento do ex-Naughty Dog sobre quando remake faz sentido

O jogo é desenvolvido pela Crystal Dynamics com a Flying Wild Hog e publicado pela Amazon Game Studios. Não há preço em real divulgado até agora.

Sobre o autor

Bruno Vazquez

Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.

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Com informações de: Crystal Dynamics e Flying Wild Hog (vídeo oficial de apresentação)

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