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The Witcher 3 Remastered: todas as melhorias confirmadas, data, plataformas e a nova DLC Songs of the Past

A CD Projekt Red volta ao RPG de 2015 com uma atualização gratuita muito maior que um simples salto visual: combate, progressão, mods, acessibilidade, path tracing e dezenas de mudanças. Reunimos tudo o que foi confirmado e o que já sabemos sobre Songs of the Past.

Por · 26 ago 2026 · 16:38 · 14 min de leitura

📷 Geralt de Rívia no The Witcher 3 Remastered. Divulgação/CD Projekt Red

The Witcher 3: Wild Hunt já recebeu melhorias para a geração atual, mas a CD Projekt Red decidiu ir muito além de aumentar resolução e taxa de quadros. The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered chega em 29 de setembro de 2026 com mudanças que atravessam praticamente toda a experiência: renderização, iluminação, combate, movimentação, progressão, interface, acessibilidade, mods e até o comportamento dos monstros.

É uma intervenção incomum para um RPG lançado originalmente em 2015. Mais de uma década depois, a intenção declarada do estúdio é fazer o jogo se comportar como um título contemporâneo sem desmontar a estrutura que transformou a aventura de Geralt em uma referência do gênero.

O pacote também prepara o terreno para algo que ninguém esperava tantos anos depois de Blood and Wine: uma terceira expansão. Songs of the Past chega em 2027, leva Geralt a uma região completamente nova chamada Letten e introduz inimigos inéditos, novos mutagênicos e uma arma que remete diretamente às origens da série.

Quando The Witcher 3 Remastered será lançado?

The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered será lançado em 29 de setembro de 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. O mesmo dia também marca a estreia de uma versão nativa para Nintendo Switch 2 e a chegada do jogo ao Battle.net, fruto de uma parceria entre a CD Projekt Red e a Blizzard Entertainment.

Para quem já possui The Witcher 3 em uma plataforma elegível, o Remastered será oferecido como atualização gratuita. A CD Projekt Red também liberou Hearts of Stone e Blood and Wine sem custo adicional para proprietários do jogo-base, o que transforma a nova versão em uma porta de entrada para praticamente toda a história lançada até hoje.

Não é apenas um remaster gráfico

A parte visual é importante, mas o projeto não se limita a ela. A própria CD Projekt Red separa as mudanças em quatro grandes frentes: visuais e desempenho, combate, sistema de habilidades e uma camada ampla de modernizações menores que afetam a rotina de quem passa dezenas ou centenas de horas no Continente.

Texturas de ambientes, personagens não jogáveis e monstros foram retrabalhadas. Vegetação recebe melhorias significativas, enquanto iluminação, renderização e ray tracing passam por uma revisão mais profunda. No PC, a lista inclui até path tracing, reconstrução de raios e cabelo com ray tracing.

Combate: uma das áreas mais importantes do Remastered

O combate sempre foi um dos pontos mais discutidos de The Witcher 3. O Remastered tenta reduzir a sensação de rigidez com animações reformuladas, novas finalizações, câmera adaptável e respostas mais rápidas durante ataques, esquivas e uso de Sinais.

A CD Projekt Red também confirmou efeitos renovados para os Sinais de bruxo, comportamento aprimorado dos monstros e ajustes que permitem mudar o alvo durante determinadas animações. A ideia é preservar o sistema original, mas torná-lo mais preciso, legível e compatível com o padrão de ação que o público espera em 2026.

Progressão e árvore de habilidades serão reformuladas

A árvore de habilidades recebe uma revisão própria. Em vez de apenas mexer em números, o estúdio fala em modernizar a progressão para oferecer maior flexibilidade de construção e fazer com que decisões de desenvolvimento de Geralt tenham impacto mais perceptível no estilo de jogo.

Isso é particularmente relevante porque The Witcher 3 foi projetado em uma época em que muitas de suas habilidades funcionavam como incrementos percentuais discretos. Uma árvore mais expressiva pode mudar a maneira como builds de espada, alquimia e Sinais se diferenciam ao longo de uma campanha completa.

As 30 melhorias adicionais mostradas pela CD Projekt Red

Além dos recursos destacados na apresentação principal, o trailer do Remastered exibiu rapidamente uma relação de outras modernizações. Reunimos abaixo todas as 30 que foram mostradas, com uma explicação do que cada grupo significa na prática.

1. Suporte a mods entre plataformas — a infraestrutura de modificações deixa de ficar restrita ao ecossistema tradicional de PC e passa a contemplar outras plataformas compatíveis.

2. Meditação imersiva — o sistema de passagem de tempo e preparação ganha uma apresentação mais integrada ao mundo, reduzindo a sensação de simplesmente navegar por menus.

3. Animações refinadas — movimentação, combate e transições de Geralt recebem polimento adicional.

4. Novo rastreamento de missões — acompanhar objetivos e etapas de quests deve exigir menos navegação manual.

5. Melhorias de interface — elementos de HUD e leitura de informações foram modernizados.

6. Reformulação do saque — coletar itens e interagir com loot foi revisto para diminuir atrito durante exploração.

7. Motion blur atualizado — o desfoque de movimento recebe um tratamento mais moderno.

8. Novos recursos de acessibilidade — o Remastered amplia as opções destinadas a diferentes necessidades de jogadores.

9. Texturas atualizadas — cenários, personagens e criaturas recebem materiais e definição superiores.

10. Vegetação com sombreamento retrabalhado — árvores, plantas e campos passam a reagir melhor às condições de iluminação.

11. Tutorial modernizado — a introdução de sistemas e mecânicas será menos presa ao desenho de interface de 2015.

12. HDR aprimorado — contraste e luminância em telas compatíveis recebem nova calibração.

13. GTAO — oclusão de ambiente mais sofisticada reforça profundidade e contato entre objetos do cenário.

14. Navegação de menus melhorada — inventário, equipamentos e outras telas devem exigir menos passos para tarefas frequentes.

15. Ray tracing aprimorado — os recursos de traçado de raios existentes são revisados em vez de apenas transportados da atualização anterior.

16. Iluminação global reformulada — a forma como luz indireta afeta cenas passa por uma revisão ampla.

17. Novo modelo de sombreamento — materiais e superfícies respondem de maneira diferente à luz.

18. Subsurface scattering — pele e outros materiais semitranslúcidos ganham uma representação mais natural da passagem de luz.

19. Novo tone mapper — o mapeamento de tons é atualizado para melhorar a apresentação final da imagem em diferentes condições de luminosidade.

20. Suporte ao PS5 Pro — a versão de PlayStation recebe otimizações específicas para o hardware mais potente.

21. Xbox Play Anywhere — a versão Xbox passa a se integrar ao ecossistema de compra e progresso entre console e PC onde o recurso for aplicável.

22. Recursos exclusivos do Nintendo Switch 2 — a versão nativa do novo console da Nintendo terá funcionalidades próprias ainda a serem detalhadas por completo.

23. NVIDIA DLSS 4.5 — o Remastered passa a aproveitar a geração mais recente da tecnologia de reconstrução e escalonamento da NVIDIA.

24. AMD FSR 4 — usuários de hardware compatível da AMD também recebem uma solução de reconstrução atualizada.

25. Intel XeSS 2.0 — a alternativa da Intel integra o pacote de tecnologias de upscaling suportadas.

26. Path tracing no PC — a iluminação pode ser calculada de maneira muito mais abrangente em máquinas capazes de sustentar o custo de processamento.

27. Ray reconstruction no PC — técnicas de reconstrução ajudam a produzir reflexos e iluminação traçados por raios com maior estabilidade.

28. Cabelo com ray tracing — fios e mechas passam a participar de forma mais convincente da iluminação avançada.

29. DirectX 12 nativo — a versão de PC passa a tratar DX12 como parte central do renderizador atualizado.

30. Paralelização da renderização — mais trabalho gráfico pode ser distribuído entre tarefas simultâneas, uma mudança técnica importante para desempenho e utilização de CPUs modernas.

E ainda existem outras mudanças importantes fora da lista de 30

A relação acima não encerra o pacote. A CD Projekt Red também confirmou transmogrificação, modo fotografia ampliado, novas finalizações, câmera adaptável, movimentação e travessia melhoradas, novos efeitos de Sinais, comportamento aprimorado dos monstros e uma reformulação da condução de Carpeado.

A transmogrificação, por exemplo, resolve um velho dilema de RPG: usar a armadura com os melhores atributos sem precisar abrir mão do visual preferido. Já o modo fotografia expandido faz sentido em um jogo que ganha uma revisão tão grande de iluminação, vegetação e materiais.

O que muda no Carpeado e na exploração

A montaria também entra na revisão. O controle de Carpeado foi retrabalhado, e a movimentação geral de Geralt recebe ajustes. São detalhes que parecem menores no anúncio, mas podem ter impacto enorme em uma aventura cuja campanha principal e expansões colocam o jogador em deslocamento constante por Velen, Novigrad, Skellige, Toussaint e outros territórios.

Esse tipo de modernização talvez seja mais importante do que qualquer comparação estática de textura. Um jogo pode continuar bonito depois de dez anos e, ainda assim, denunciar a idade na forma como o personagem vira, abre um menu, coleta um item ou monta no cavalo. O Remastered parece mirar justamente esses pontos de contato repetidos milhares de vezes durante uma campanha.

Songs of the Past: a terceira expansão chega em 2027

A grande surpresa é que o retorno a The Witcher 3 não termina no Remastered. Songs of the Past será uma expansão paga e está prevista para 2027 no PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.

A história leva Geralt a Letten, terra natal de Jaskier. À primeira vista, a região vive de tradições rurais, colheitas abundantes e festivais, mas existe algo muito mais sombrio abaixo dessa aparência de prosperidade. Geralt acompanha o amigo em uma questão pessoal e acaba diante de uma ameaça antiga que exige novamente o trabalho de um bruxo.

Letten será uma região nova e com dezenas de missões

A descrição oficial promete uma nova região para explorar, dezenas de missões, pontos de interesse e várias horas de conteúdo inédito. O enredo gira em torno de um mistério sobrenatural e de uma maldição que ameaça não apenas Letten, mas também alguém muito próximo de Geralt.

A expansão mantém o princípio de escolhas e consequências que definiu The Witcher 3. Isso é importante porque o maior legado do jogo nunca esteve apenas no tamanho do mapa: esteve na capacidade de transformar uma investigação aparentemente local em uma decisão moral sem resposta completamente confortável.

Geralt terá novos mutagênicos e uma corrente como arma

Songs of the Past adicionará mutagênicos exclusivos e uma nova arma: uma corrente. Para veteranos da série, a escolha não é aleatória. A corrente remete à abertura do primeiro The Witcher, em que Geralt utiliza uma arma semelhante durante uma caçada.

No novo conteúdo, porém, ela deixa de ser apenas referência visual e passa a integrar o combate. A Xbox Wire afirma que a corrente amplia as opções especialmente em situações de controle de grupos, o que sugere um papel diferente das espadas tradicionais.

Também haverá monstros nunca vistos anteriormente, elemento fundamental para justificar a volta de Geralt ao Caminho em uma região supostamente pacífica.

Quem está desenvolvendo o Remastered e a expansão?

The Witcher 3 Remastered está sendo co-desenvolvido com a Yigsoft, equipe que já possui experiência trabalhando no jogo. Songs of the Past, por sua vez, é desenvolvido em colaboração com a Fool's Theory, estúdio cuja liderança inclui veteranos de The Witcher 3.

Essa divisão ajuda a explicar como a CD Projekt Red consegue revisitar um projeto gigantesco enquanto mantém recursos concentrados na próxima fase da franquia. O Remastered não substitui The Witcher 4; funciona como uma ponte entre a era de Geralt e o futuro da série.

Por que este remaster é diferente da atualização de nova geração?

The Witcher 3 já havia recebido uma grande atualização em 2022, com modos de desempenho, ray tracing e uma série de ajustes de qualidade de vida. O Remastered de 2026 é apresentado como uma revisão mais abrangente: ele mexe na sensação do combate, na progressão, no comportamento de inimigos, em sistemas de interface e em partes profundas do pipeline gráfico.

A distinção é importante. Se a atualização anterior tratava de levar um clássico da geração PS4 e Xbox One aos consoles mais novos, o objetivo agora parece ser outro: reduzir a distância entre um RPG desenhado em 2015 e a forma como grandes jogos de ação e mundo aberto são construídos em 2026.

O pacote completo de The Witcher 3 nunca esteve tão grande

Em setembro, quem retornar terá o jogo-base, Hearts of Stone e Blood and Wine disponíveis junto da revisão Remastered. Em 2027, Songs of the Past acrescentará uma terceira expansão paga e uma região inédita.

Isso transforma o relançamento em algo mais interessante do que uma restauração gráfica. The Witcher 3 não está apenas sendo preservado; está recebendo uma nova camada de desenvolvimento mais de onze anos depois da estreia original.

A pergunta, portanto, não é se Velen terá mais detalhes nas árvores. É se todas essas mudanças conseguirão modernizar os pontos em que The Witcher 3 envelheceu sem apagar o ritmo, a atmosfera e as escolhas que fizeram o jogo sobreviver por tanto tempo. Em 29 de setembro, teremos a primeira resposta. Em 2027, Songs of the Past mostrará se o velho Caminho de Geralt ainda tem espaço para uma última grande história.

Página oficial de The Witcher 3 Remastered

Página oficial de Songs of the Past

Sobre o autor

Bruno Vazquez

Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.

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Com informações de: CD PROJEKT RED / The Witcher

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