Tales of Eternia Remastered revela lista enorme de mudanças — e tem coisa boa demais aí dentro
A Bandai Namco abriu o jogo no site japonês do game e entregou uma lista detalhada de tudo que muda no clássico do PS1. Autosave, retry de batalha, gráficos originais e muito mais chegam em outubro pro Switch e Switch 2.
Por Bruno Vazquez · 19 jul 2026 · 14:54 · 5 min de leitura
📷 Reprodução/Nintendo Life
A Bandai Namco foi direto ao ponto: o site japonês de Tales of Eternia Remastered recebeu uma lista extensa e detalhada de todas as mudanças e melhorias que o remake traz em relação ao original do PS1. O jogo chega ao Switch e Switch 2 em outubro de 2026, e segundo a Nintendo Life — que apurou e traduziu o conteúdo do site japonês —, tem muita coisa boa esperando quem for embarcar nessa aventura pela primeira ou pela décima vez.
Começando pelo que qualquer fã de JRPG antigo vai agradecer de joelhos: o game vai ter autosave. Aquele terror de avançar uma hora num dungeon e perder tudo porque a luz piscou vai ficar no passado. Junto com isso vem o retry de batalha — se você tomar um game over numa luta comum, dá pra tentar de novo diretamente do menu, sem precisar carregar save. Simples, eficiente, e honestamente deveria ser padrão em todo remaster do universo.
A lista de qualidade de vida é generosa. O mapa ganhou ícones novos: um '!' amarelo indica o destino da missão principal (com distância marcada), uma estrela aponta itens valiosos como enciclopédias e mapas, um ampulheta sinaliza eventos com tempo limitado para coletar títulos e itens, e um '!' azul marca onde você aprende novas habilidades e técnicas. Tudo configurável no menu — dá pra ligar e desligar na hora que quiser. Além disso, o jogo ganhou movimentação em alta velocidade no campo, função de cura rápida pra recuperar HP e status de todo o grupo de uma vez, skip de eventos e skits com pressionamento longo do botão, e até pausa durante cutscenes. A Bandai Namco claramente foi nessa com a intenção de não deixar ninguém emperrado.
Para os veteranos que já passaram centenas de horas no original, tem um recurso que vai despertar memória afetiva E raiva ao mesmo tempo: a opção de alternar entre gráficos remasterizados e originais. A interface fica igual nos dois modos, mas a arte de fundo muda completamente. O mesmo vale para os efeitos sonoros, com um 'SE Mode' que permite escolher entre o áudio refeito ou o clássico do PS1. É daquele tipo de detalhe que faz a gente entender que a equipe jogou o original de verdade.
Nas mudanças de design mais estruturais, duas chamam atenção. Primeira: o calabouço de alta dificuldade Nereid's Labyrinth, que no original só estava disponível na segunda campanha, agora desbloqueia já na primeira jogatina — ao chegar no interior do Shizel Castle. Segunda: o nível de combate 'Mania', que antes exigia terminar o jogo uma vez, agora pode ser selecionado desde o início. E o nível 'Unknown', inédito nesta versão, fica disponível a partir da segunda campanha. Quem quer desafio real desde o começo tem o caminho livre.
O New Game+ também ganhou carinho: ao carregar um save de jogo completo, aparece uma tela de configuração que permite escolher o que transferir — informações dos personagens, técnicas e habilidades aprendidas, itens, lentes, receitas de culinária, enciclopédia de colecionador, enciclopédia de monstros e comandos. Títulos não passam, mas o resto é bem completo. Vale lembrar que o Skit Player e o Sound Player — com acesso a BGMs, vozes e filmes — são adições que fazem o jogo virar um pacote quase museal da franquia.
Tales of Eternia foi lançado originalmente em 2000 no Japão, chegou ao ocidente pelo PS1 em 2001 e ganhou uma versão para PSP em 2005 — que muitos brasileiros conheceram via locadora ou emulador, convenhamos. Ver esse clássico chegando ao Switch 2 com tanto cuidado nos detalhes é um daqueles momentos em que a gente vibra genuinamente. Outubro não pode chegar logo o suficiente.
Com informações de: Nintendo Life