Dezoito anos depois: veja como MGS4 evoluiu do PS3 para o PS5 e o Switch 2 a três dias do lançamento
Com a Master Collection Vol. 2 chegando em 27 de agosto, circulam as comparações lado a lado do visual de MGS4 entre gerações. O salto do PS3 para o PS5 é o esperado, mas é a versão de Switch 2 que surpreende, especialmente no modo dock.
Por Bruno Vazquez · 21 ago 2026 · 14:00 · 5 min de leitura

📷 Solid Snake em três gerações. Imagem: comparação entre versões
Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots saiu em 2008 exclusivamente no PlayStation 3, rodou como exclusivo por quase duas décadas e entrou para a história como aquele jogo que parecia impossível de portar para qualquer outro hardware. Dia 27 de agosto ele chega na Master Collection Vol. 2, em cinco plataformas ao mesmo tempo, e as comparações lado a lado que estão circulando antes do lançamento contam uma história interessante.
O que os números oficiais dizem
A Konami publicou as especificações técnicas completas, e vale ir direto ao ponto. No PS3, MGS4 rodava em 1280×720 com framerate variável que despencava nas cenas de ação mais pesadas, frequentemente caindo abaixo dos 30 quadros por segundo.
Na Master Collection Vol. 2, o quadro muda consideravelmente em todas as plataformas:
No **PS5 e Xbox Series X**, a saída é 4K com resolução interna de até 4K, a 60 quadros por segundo estáveis. No **Xbox Series S**, resolve em 1440p a 60fps. No **PC**, 4K/60fps dependendo do hardware.
O que chama atenção é o **Switch 2**. No modo dock, o jogo entrega 4K de saída com resolução interna de 1440p a 60fps, com opções selecionáveis entre os modos "Ajustado" e "Original". No modo portátil, 1080p a 60fps. Ou seja: um jogo que nunca saiu do PS3 agora roda em 60 quadros num console que cabe no bolso.
Para efeito de comparação, o **Switch original** fica travado em 1080p/30fps no modo dock e 720p/30fps no portátil. E há uma ironia que circula nas comunidades da série: o Peace Walker, um jogo de PSP de 2010 que já rodava a 60fps quando ganhou sua versão HD para Xbox 360 em 2011, ainda fica a 30fps no Switch 1.
O que as comparações visuais mostram
As comparações frame a frame que estão circulando antes do lançamento revelam o que os números não contam. O salto do PS3 para o PS5 é o esperado: geometria mais limpa, texturas em resolução maior, iluminação que não pisca nem aliena, e a diferença de framerate que muda completamente o ritmo do combate.
Mas a surpresa, que aparece em praticamente todas as análises técnicas, é a versão de Switch 2 no modo dock. A distância visual entre ela e a versão de PS5 é menor do que a distância entre o PS3 e o Switch 2. Em termos práticos: quem jogar no Switch 2 com o console no dock está vendo um jogo substancialmente melhor que a versão original, e suficientemente próximo do PS5 para não fazer diferença na maioria das cenas.
A Konami também confirmou que as cutscenes animadas à mão de Peace Walker ganham um modo de alta resolução, que melhora a nitidez daquelas sequências que eram o ponto fraco visual do jogo original.
O detalhe que vai fazer diferença pra muitos
Tem um aviso nas especificações oficiais que é pequeno mas importante: os dados de vídeo em alta resolução são aplicados somente quando o idioma japonês está selecionado. Em qualquer outro idioma, incluindo o inglês, esses dados não são carregados.
Isso significa que quem escolher jogar com áudio e texto em inglês ou em qualquer outra língua vai ver uma versão ligeiramente diferente das cutscenes em relação à edição japonesa. A diferença não foi detalhada com precisão pela Konami, mas vale estar ciente antes de decidir as configurações de idioma.
O contexto do lançamento
A Master Collection Vol. 2 traz MGS4, Peace Walker e o spin-off Metal Gear: Ghost Babel, com modo cooperativo online preservado no Peace Walker e a confirmação de legendas em português do Brasil. O pacote sai em 27 de agosto para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, Switch 2 e PC.
A confirmação das legendas em português
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MGS4 nunca foi fácil de emular, e por mais de uma década ficou como o único grande Metal Gear inacessível para quem não tinha um PlayStation 3. Ver o mesmo jogo rodando em 60fps num portátil de 2025 é o tipo de coisa que parecia improvável há poucos anos. O lançamento é daqui a seis dias.
Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
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Com informações de: Konami (especificações oficiais), com análise de Digital Foundry e GamesRadar