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Elden Ring no Switch 2: primeiro hands-on diz que a sensação é a mesma do PS5 — e entrega o detalhe que muda a decisão de compra

A Famitsu jogou a Tarnished Edition antes do lançamento, em 28 de agosto. Modo portátil funciona, carregamento fica no nível de PS4 e as duas classes novas convencem. Mas o conteúdo inédito também sai nas outras plataformas, no mesmo dia, por 550 ienes.

Por · 17 ago 2026 · 13:20 · 5 min de leitura

Elden Ring no Switch 2: primeiro hands-on diz que a sensação é a mesma do PS5 — e entrega o detalhe que muda a decisão de compra

📷 Montagem feita por fãs, que circula desde o anúncio do Game-Key Card. Reprodução/redes sociais

A pergunta que todo mundo faz quando um jogo pesado é anunciado pro Switch 2 é sempre a mesma: mas roda? A Famitsu colocou a mão no ELDEN RING Tarnished Edition antes do lançamento e respondeu — junto com uma informação que talvez mude a sua decisão de comprar.

A Tarnished Edition sai em 28 de agosto, exclusiva do Switch 2, reunindo o jogo base e a expansão SHADOW OF THE ERDTREE num pacote só, com alguns acréscimos. O teste foi feito em console real, com versão ainda em desenvolvimento.

Um minuto do teste no console: a Tarnished Edition rodando em modo portátil. Vídeo: Famitsu

O teste completo, em japonês, no site da Famitsu

A sensação de jogo é a mesma

O veredito principal é tranquilizador: na prática, quase não dá pra sentir diferença em relação às outras versões. O peso do golpe, o ritmo da esquiva, a leitura do inimigo — o miolo do Elden Ring está lá, intacto.

No modo portátil também não houve estranheza. A única mudança real é de ergonomia, já que você segura o console em vez de um controle, mas o texto diz que a adaptação vem rápido. E aí mora o argumento de venda que nenhuma outra versão tem: explorar as Terras Intermédias deitado, sem TV, do jeito que der na telha.

No modo TV, o teste usou o Pro Controller do Switch 2, que tem giroscópio e ativa gestos pelo movimento do controle — igual às outras plataformas, com a mesma opção de desligar isso nas configurações.

Onde o console cobra o pedágio

O carregamento da viagem rápida é mais longo que no PlayStation 5. A comparação usada é boa justamente por ser honesta: fica na faixa do PlayStation 4. Não é curto, não é longo, é aquele intervalo em que você olha pro teto e espera.

Detalhe prático pra quem vem de outro console: os botões de confirmar e cancelar vêm configurados no padrão do Switch 2, não no padrão que você está acostumado.

Trento agora pode trocar de aparência — na foto, a pele do Guardião da Árvore.
📷 Trento agora pode trocar de aparência — na foto, a pele do Guardião da Árvore. Divulgação/Bandai Namco e FromSoftware

O que há de novo

São três acréscimos, e nenhum deles reinventa o jogo — são temperos.

Duas classes iniciais novas, que a Bandai Namco já nomeou em inglês: o Idus Knight, de escudo e espada, de perfil técnico, descrito como uma mistura entre o Vagabundo e o Espadachim que já existiam; e o Heavy Knight, focado em vigor e força, que preenche um buraco real — até hoje nenhuma classe inicial começava com equipamento pesado de verdade.

Um conjunto de equipamento novo que vai fazer veterano de Dark Souls sorrir. Pelo nome e pelo visual, é uma homenagem direta à Lucatiel de Mirrah, do Dark Souls II. A espada grande do conjunto tem um golpe de postura próprio em que o personagem ergue um pano vermelho à frente do corpo, feito toureiro, e ataca girando em volta do inimigo. O nome do golpe é justamente muleta — o pano do toureiro, mesma palavra que a gente usa em português.

A avaliação da Famitsu sobre esse conjunto é sincera e vale repetir: serve mais pra interpretação de personagem e clima do que pra ajudar de fato no combate.

O conjunto novo e o pano vermelho do golpe de postura.
📷 O conjunto novo e o pano vermelho do golpe de postura. Divulgação/Bandai Namco e FromSoftware

E o terceiro: finalmente dá pra mudar a aparência do Trento, o cavalo espectral. A troca é feita nos locais de graça, e a que apareceu no teste foi a pele do Guardião da Árvore — aquele chefe montado que mata todo mundo nas primeiras duas horas de jogo. Parece existir mais peles, mas como consegui-las ainda não foi explicado.

O detalhe que muda tudo

Agora a informação que interessa pro seu bolso, e que costuma passar batida no meio do anúncio bonito: esse conteúdo novo NÃO é exclusivo do Switch 2. Ele sai também para PlayStation 4 e 5, Xbox One, Xbox Series e PC, no mesmo 28 de agosto, como uma expansão avulsa chamada Tarnished Pack — 550 ienes no Japão, 4,99 dólares lá fora. Pelo pacote vêm as duas classes novas, três peles para o Trento e quatro conjuntos de armadura.

Ou seja: se você já tem Elden Ring no PC, no PlayStation ou no Xbox, comprar a Tarnished Edition de novo só faz sentido se o que você quer mesmo é o modo portátil. As classes, o equipamento e as peles do cavalo você compra por um valor bem baixo onde já joga. Não há preço em real divulgado para o pacote até agora.

A própria Famitsu chega a essa conclusão sem rodeio, e é bonito ver uma publicação dizer isso numa matéria de divulgação de lançamento.

E tem a briga do cartucho

Falta um pedaço dessa conversa que a matéria da Famitsu não cobre, e que no Brasil pesa ainda mais: a versão física da Tarnished Edition é um Game-Key Card. Ou seja, a caixa vem com um cartucho de verdade, que você encaixa no console pra jogar — mas o jogo não está dentro dele. O cartucho é só a chave; o conteúdo você baixa.

Montagem feita por fãs que circula desde o anúncio, trocando a arte da capa por um cifrão.
📷 Montagem feita por fãs que circula desde o anúncio, trocando a arte da capa por um cifrão. Reprodução/redes sociais

A montagem acima, que a comunidade vem repassando desde o anúncio, resume o clima melhor que qualquer texto: trocaram a arte da caixa por um cifrão gigante e deixaram o selo GAME-KEY CARD bem visível no rodapé, exatamente onde ele aparece na embalagem real. Não é a capa oficial, que se vê — é piada de fã, e piada com endereço.

O motivo da irritação é o preço. As listagens de varejo nos Estados Unidos marcaram a Tarnished Edition em 80 dólares, e pagar preço de lançamento premium por uma caixa que não guarda o jogo é uma conta que muita gente se recusa a fechar. Vale a ressalva de sempre: não há preço em real divulgado até agora.

A discussão sobre mídia física, com os números por país

Registrando com justiça: o Game-Key Card ainda é melhor que o Code in a Box que a Blizzard escolheu pro Diablo IV, porque ali nem cartucho existe — só um papel com código dentro da caixa. Mas os dois casos apontam pro mesmo lugar, e é um lugar em que a prateleira vira vitrine.

Pra quem essa versão foi feita

Pra quem nunca jogou. Esse é o público, e o pacote é generoso: jogo base mais a maior expansão que a FromSoftware já fez, num console que você leva pra qualquer lugar.

E tem uma observação do teste que eu achei a mais interessante de todas. Depois de tanto tempo jogando o ELDEN RING NIGHTREIGN, que é rápido e frenético, voltar ao jogo original revelou algo que passava despercebido: o Elden Ring é, no fundo, um jogo lento. O combate tem explosões de violência, mas a postura certa é firmar o pé e esperar. Até o cavalo não corre tanto assim. É um jogo de andar devagar e reparar nas coisas.

Se você foi um dos que olhou pra fama de dificílimo e desistiu antes de tentar, talvez essa seja a informação que faltava.

Sobre o autor

Bruno Vazquez

Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.

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