Prévias de Zelda: Ocarina of Time mostram pulo manual, Semente de Scrub Comerciante e mudanças em Hyrule
Primeiras impressões da imprensa com o remake para Switch 2 apontam controles modernizados, o diário Threads of Time, novos itens e alterações em Kokiri, no Campo de Hyrule e no Templo da Floresta.
Por Bruno Vazquez · 14 out 2026 · 21:10 · 5 min de leitura

📷 Divulgação/Nintendo
A Nintendo liberou nesta quarta-feira (14) as primeiras prévias de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Switch 2, e os textos publicados por veículos que jogaram o remake dão a medida das mudanças. O lançamento está marcado para 5 de novembro, e as sessões, entre 60 e 120 minutos conforme o veículo, cobriram Kokiri, a Árvore Deku, o Campo de Hyrule, a Cidade do Castelo e o Templo da Floresta.
Controles: pulo manual, corrida e câmera livre
O ponto mais citado é o pulo sob comando. No jogo de Nintendo 64, Link saltava sozinho ao correr em direção a uma beirada, em parte porque a câmera não era livre, como lembra a Super Jump. Agora há botão de pulo, de corrida e controle total da câmera. A NPR descreve ainda uma interface que lembra a de Breath of the Wild.
A prévia do jornalista Julien Chièze acrescenta que o jogo terá três modos de interface (HUD), que ajustam a quantidade de informação na tela. O Normal mostra mais elementos, como mapa e barra de vida. O Pro reduz o que é exibido, para uma tela mais limpa. O Master praticamente elimina a interface. Breath of the Wild e Tears of the Kingdom já tinham Normal e Pro, então o Master é a novidade.
Segundo a Nintendo Life, o pulo fica no X e a corrida no A, e o ataque saltado forte, antes executado com o A, passou a exigir um pulo manual seguido de golpe de espada no ar. O redator disse que, mesmo após cerca de duas horas, ainda não tinha se adaptado por completo. A Super Jump relata o efeito inverso: de vez em quando esquecia de pular, com as mãos ainda fiéis a 1998.
A trava de mira com Navi continua. O Gaming Boulevard conta que dá para mirar o inimigo e seguir se movendo, carregar o ataque giratório e acertar na hora certa. A troca de itens também mudou: a Nintendo Life descreve o comando de segurar R e mover o direcional, e a Super Jump compara o inventário ao modelo de seleção de Breath of the Wild. O menu de pausa segue disponível. A mira por giroscópio, que voltou, ajudou a Nintendo Life no Tiro ao Alvo.
Threads of Time e as falas de Navi
O remake ganha no menu de pausa um diário chamado Threads of Time, citado pela NPR e pela Nintendo Life. Para a Nintendo Life, é nele que parte da função antiga de Navi como guia parece ter ido parar. A fada está menos falante em áudio, mas agora exibe caixas de texto no meio da tela com comentários durante a exploração, como um aviso ao ver o tamanho do Campo de Hyrule. Foi a principal crítica do texto.
A ScreenRant observa que só as cenas de história são totalmente dubladas, e que Navi ainda alerta para o perigo. O Gaming Boulevard acrescenta que a Árvore Deku ganhou voz grave e sábia e que Link continua sem falar, além dos gritos de sempre. A Nintendo Life achou a voz de Saria parecida demais com a de Navi, mas elogiou a de Ganondorf em japonês.
Novos itens e pequenas mudanças de nível
Entre as novidades, a Nintendo Life cita a Semente de Scrub Comerciante (Business Scrub Seed), um item consumível que, ao ser lançado, invoca um Deku Mercador. Com rupias, Link pode repor poções e suprimentos dentro de uma masmorra, e a semente não é gasta se nada for comprado.
Em Kokiri, o caminho até a Espada Kokiri agora tem uma escada, e o primeiro baú fica sobre a plataforma central onde a pedra rola, o que obriga o uso do novo pulo. O Gaming Boulevard relata que algumas casas foram realocadas para encaixar melhor no mapa, e a Nintendo Life diz que os Irmãos Sabe-Tudo seguem no canto inferior esquerdo. Na Cidade do Castelo, segundo a Nintendo Life, as construções podem ser visitadas sem telas de carregamento, há um momento inédito com um frasco para insetos na loja de poções, e o Tiro ao Alvo repete o padrão de 1998.
O Gaming Boulevard acrescenta que dá para ajudar funcionários em lojas e jogar minijogos em alguns estabelecimentos. Já no Templo da Floresta, a Nintendo Life menciona um elevador novo na sala dos blocos e o fim do limite de tempo para montar o quadro das Poes. O Gaming Boulevard descreve o confronto com Phantom Ganon, que sai de quadros a cavalo.
Visual e trilha sonora
Os veículos destacam o salto gráfico. A Super Jump escreve que o Campo de Hyrule mistura nitidez com um aspecto desbotado e onírico, e a Nintendo Life cita detalhes como rachaduras em paredes, névoa e luz refratada nos corações. A Nintendo Life também ressalva que, sentado perto da tela, notou brilhos instáveis no cabelo dos personagens, e que não testou o modo portátil.
A trilha ganhou orquestra, mas, segundo a Nintendo Life, as faixas ouvidas continuam muito fiéis às originais, e a música do Templo da Floresta quase poderia ser confundida com a de Nintendo 64. A Nintendo Life não conseguiu testar a ocarina pelo microfone, porque o aparelho de demonstração estava dentro de uma caixa de acrílico.
O que a Nintendo mostrou no trailer de visão geral
O vídeo de cerca de cinco minutos reúne o Museu dos Mil Monstros, com estátuas dos inimigos derrotados e revanches contra chefes, e o reconhecimento de melodias cantaroladas ou tocadas em instrumento real pelo microfone do Switch 2. Segundo a Nintendo, o jogo terá cenas totalmente dubladas com diálogos ampliados e música sinfônica completa.
O remake também terá suporte ao Zelda Notes, no aplicativo Nintendo Switch. Os veículos que detalharam o serviço citam registro diário de atividades, a missão por localização Gossip Quest e um quiz com mais de duas mil perguntas. Duas novas figuras amiibo, de Link e Zelda jovens (Young Link e Young Zelda), chegam em 2027 e liberam máscaras, e os amiibo de Zelda já existentes dão itens extras.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time sai exclusivamente para Nintendo Switch 2 em 5 de novembro. Nos Estados Unidos, o preço é US$ 59,99 na versão digital e US$ 69,99 na física. A NPR descreve o jogo como ainda linear, com atalhos verticais ocasionais, e vários jornalistas fizeram questão de dizer que ainda é cedo para um veredito final.
Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
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