Gamescom começa amanhã: o que esperar, o que provavelmente não vai aparecer e por que vale ficar acordado até meia-noite
A Opening Night Live é hoje, 25 de agosto, às 15h no horário de Brasília. Final Fantasy VII Revelation tem presença confirmada e uma lista respeitável de confirmados. Mas a parte mais interessante é o que a Gamescom faz além da ONL: uma semana inteira de anúncio em Colônia que raramente decepcionam.
Por Bruno Vazquez · 24 ago 2026 · 16:00 · 6 min de leitura

📷 A Gamescom 2026 começa com a Opening Night Live. Reprodução/gamescom
Gamescom é a maior feira de games do mundo em público pagante. Não em orçamento, não em anúncios bombásticos, não em palcos corporativos. Em gente: mais de 300 mil visitantes num espaço de exposição de 200 mil metros quadrados em Colônia, Alemanha. É impossível explicar a escala para alguém que nunca foi.
A Opening Night Live, que abre o evento amanhã, 25 de agosto, às 15h de Brasília, é o pedaço que a maioria das pessoas acompanha de casa. Duas horas de trailers, com Geoff Keighley na apresentação, sem palco de corporação e sem filtro de assessoria de imprensa. É o formato que o The Game Awards popularizou aplicado a um evento presencial em Colônia.
O que já está confirmado para a ONL
A lista de confirmados da ONL deste ano é boa, e digo isso sem o exagero habitual do pré-show.
Final Fantasy VII Revelation é o nome mais esperado. O jogo foi anunciado em 2025 com aquele trailer que deixou a comunidade em polvorosa, e este é o primeiro olhar longo com o diretor Naoki Hamaguchi presente. Se você acompanhou o desenvolvimento de Rebirth, sabe que quando Hamaguchi aparece num show é porque tem algo de peso para mostrar.
Gears of War: E-Day tem trailer de história confirmado pela Xbox. O jogo vai explorar a Emergência, os eventos de pano de fundo que justificam toda a existência da série, o que significa que vai precisar sustentar décadas de lore em coerência. É um trailer difícil de fazer bem, e vamos descobrir se conseguiram.
The Witcher 3: Songs of the Past é a expansão que a CD Projekt revelou no começo do ano e que vai mostrar de verdade pela primeira vez. Metro 2039, Mewgenics, Pony Island 2, Monster Hunter Outlanders, Path of Exile 2 e Silent Hill: Townfall completam a lista confirmada.
O que provavelmente não vai aparecer
Coloco isso aqui não para estragar expectativa, mas para ajudar quem vai dormir assistindo.
GTA 6 não vai aparecer na ONL. A Rockstar tem o próprio evento de amanhã: o Extended Look na Netflix. Essas coisas não dividem o mesmo espaço.
Half-Life 3 não vai aparecer. Continua sendo a piada que sempre foi, mas ganha força a cada show grande e segue decepcionando.
O anúncio do PlayStation 6 não vai acontecer aqui. A Sony faz isso nos seus próprios momentos, não divide palco com Nintendo e Xbox num evento da Gamescom.
O que a Gamescom faz melhor do que qualquer outro evento
Aqui está a coisa que quem não acompanha de perto não percebe: a semana inteira de Gamescom é melhor do que a ONL.
As transmissões diárias do estande da Xbox, de 26 a 29 de agosto, às 11h de Brasília, costumam mostrar material mais granular: hands-on com jogadores reais, entrevistas com desenvolvedores fora da pressão de câmera de palco, e anúncios menores que escapam do ciclo de hype. A Xbox confirmou 25 jogos no estande este ano, incluindo Gears of War: E-Day, Fable, Modern Warfare 4 e Alien: Isolation 2.
Tides of Annihilation vai ter o primeiro hands-on público na Gamescom antes da Opening Night Live do dia 25, o que é incomum e sugere que o estúdio quer o feedback antes de um comprometimento maior de comunicação.
E existe uma tradição que eu gosto demais para não mencionar: anúncio de data de lançamento em cabine. Não é o glamour da ONL, é o produtor executivo de uma distribuidora médio-grande segurando um iPad em frente a uma câmera numa sala pequena e falando "vai sair em 14 de outubro". Esses momentos costumam ser tão relevantes quanto qualquer reveal de palco.
A pergunta que fica
A ONL virou o show de Geoff Keighley, e essa não é uma crítica. Mas existe uma tensão crescente entre o evento e o que a Gamescom representa historicamente.
Gamescom nasceu como feira profissional e foi ficando cada vez mais voltada ao público consumidor. A ONL empurrou ainda mais na direção do espetáculo televisionado. Essa é a direção que o mercado demanda, e faz sentido financeiro seguir para lá.
Mas há algo que só a Gamescom física faz: colocar um desenvolvedor indie de Warsaw, um publisher de Osaka e um produtor da Take-Two no mesmo corredor de 50 metros, onde nenhum dos três tinha planejado se encontrar. Algumas das decisões mais importantes da indústria foram tomadas em jantares não programados em Colônia.
Esse não é um evento que cabe num livestream.
Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
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Com informações de: Análise da redação, com dados de gamescom e Geoff Keighley