Últimas
Halo: Campaign Evolved lidera a segunda leva do Game Pass em julho — e tem mais coisa boa vindoAs demissões da Xbox já estão batendo no Elder Scrolls Online — e a loja do jogo foi a primeira a sentirRiftbound revela o calendário completo de sets para 2026 — e a pergunta é: vai ter produto na prateleira?Dez anos de sofrimento e a Red Hook presenteia o Darkest Dungeon original com novo DLCPalworld 1.0 já vendeu mais de 1,8 milhão de cópias desde o lançamento, aponta analistaHalo: Campaign Evolved lidera a segunda leva do Game Pass em julho — e tem mais coisa boa vindoAs demissões da Xbox já estão batendo no Elder Scrolls Online — e a loja do jogo foi a primeira a sentirRiftbound revela o calendário completo de sets para 2026 — e a pergunta é: vai ter produto na prateleira?Dez anos de sofrimento e a Red Hook presenteia o Darkest Dungeon original com novo DLCPalworld 1.0 já vendeu mais de 1,8 milhão de cópias desde o lançamento, aponta analista
ACERTOGAMES
◂ Voltar para a home
notícia

As demissões da Xbox já estão batendo no Elder Scrolls Online — e a loja do jogo foi a primeira a sentir

Com o time reduzido depois dos cortes da Microsoft, o MMO já opera com menos capacidade e a própria loja de itens pagos foi impactada. A ironia é cruel.

Por Bruno Vazquez · 22 jul 2026 · 08:45 · 4 min de leitura

📷 Reprodução/PC Gamer

Quem acompanha as notícias sobre a Xbox nos últimos tempos sabe que a onda de demissões da Microsoft no setor de games foi pesada — muita gente boa foi embora, vários projetos foram afetados, e agora a conta está chegando de um jeito que ninguém esperava: o Elder Scrolls Online, o MMO da Bethesda com quase uma década de estrada, já está sentindo o rombo no dia a dia. Segundo o PC Gamer, o próprio time do jogo reconheceu que a equipe está operando com uma 'capacidade reduzida' — é o efeito direto dos cortes que a Microsoft aplicou no estúdio.

E aí vem a ironia que dói: uma das primeiras coisas a ser afetada foi a loja de itens pagos do jogo. Aquele cash shop cheio de montarias, roupas e cosméticos que a Bethesda usa pra manter a roda girando entre um lançamento grande e outro? Com menos gente no time, ele também está recebendo menos conteúdo do que o planejado. A empresa que mais tem a perder financeiramente com o downsizing foi, em parte, ela mesma. Difícil não sentir uma ironia aí que doeria até em Lyris Titanborn.

Vale lembrar o contexto pra quem chegou agora: a Microsoft vem promovendo rodadas de cortes no setor de games desde 2024, num processo que eliminou milhares de postos de trabalho em estúdios como Bethesda, Activision Blizzard e outras subsidiárias. O Elder Scrolls Online — que passou anos sendo um dos MMOs mais consistentes do mercado ocidental, com expansões anuais e uma comunidade fiel — virou mais um nome na lista dos que estão tentando se reorganizar com um time menor.

O que preocupa não é só a loja de cosméticos, claro. A 'capacidade reduzida' que o time menciona é o tipo de expressão corporativa que geralmente significa: menos atualizações, prazos mais apertados, e os jogadores sentindo na pele que algo mudou. MMO é um gênero que vive de presença constante — conteúdo novo, eventos sazonais, missões, ajustes de balanço. Qualquer brecha na rotina de entregas e a galera começa a questionar se vale continuar a assinatura.

Não tem como enfeitar: é uma situação ruim. O ESO não fez nada de errado — é um jogo que sobreviveu ao lançamento turbulento de 2014, se reinventou, virou free-to-play e construiu uma base sólida. Ver ele sendo puxado pra baixo pelos efeitos colaterais de uma estratégia corporativa que não tinha nada a ver com o jogo em si é frustrante. A gente torce pra que o time que ficou tenha espaço pra respirar e entregar — porque Tamriel merece mais do que ser vítima de planilha.

Compartilhar:WhatsAppX

Com informações de: PC Gamer

Leia também