Regra da Nintendo impediria jogos em Game-Key Card de ganhar cartucho completo, diz varejista
A canadense Video Games Plus afirma que uma política da Nintendo bloqueia reimpressões com o jogo inteiro no cartucho do Switch 2. A Nintendo não comentou.
Por Bruno Vazquez · 27 out 2026 · 17:06 · 3 min de leitura

📷 Nintendo Switch 2. Divulgação/Nintendo
Quem torce para que um jogo lançado como Game-Key Card no Switch 2 ganhe depois uma versão com o jogo inteiro no cartucho pode ter de esperar sentado. Segundo a varejista canadense Video Games Plus, uma regra da Nintendo impede essas reimpressões. A Nintendo não comentou o assunto.
A afirmação apareceu nesta segunda-feira (26), num post da loja no X que depois foi apagado. A VGP contou que tenta convencer as publicadoras a relançar esses jogos com o conteúdo completo no cartucho. "No momento, há uma política da Nintendo que impede isso", escreveu a varejista.
A loja não explicou como funciona a regra nem quando ela foi criada. Por isso, a informação deve ser tratada com cautela até uma resposta oficial.
O que é um Game-Key Card
O Game-Key Card é um cartucho físico que não traz o jogo gravado, só uma chave de acesso. Ao colocar o cartão no Switch 2, o console baixa o jogo inteiro pela internet. Depois da instalação, o cartão precisa continuar no console para o jogo abrir, como um cartucho comum.
O formato virou alvo de críticas de colecionadores desde o lançamento do console. Para eles, um jogo que depende de download não é de fato uma mídia física, já que a experiência pode ficar comprometida se os servidores um dia saírem do ar.
O Game-Key Card também é diferente do código na caixa, usado por algumas publicadoras, em que a embalagem traz só um papel com o código de download. Nesse caso, não há cartucho nenhum, e o jogo fica preso à conta de quem resgatou o código.
Por que a regra existiria
Ainda não há uma explicação oficial. Uma das hipóteses levantadas nos últimos dias é técnica: para virar cartucho completo, a publicadora precisaria enviar uma versão nova do jogo para aprovação, um processo que custa tempo e dinheiro.
A outra é comercial. Se uma edição em Game-Key Card pudesse ganhar uma versão completa meses depois, muita gente simplesmente deixaria de comprar a primeira. A regra parece servir para evitar esse tipo de confusão na prateleira, ainda que deixe quem coleciona sem saída.
Por que isso importa aqui no Brasil
No Brasil, o assunto pesa mais do que em outros mercados. Na Brasil Game Show deste mês, Bill van Zyll, executivo da Nintendo para a América Latina, disse que a preferência pela mídia física é especialmente forte no Brasil. Por aqui, emprestar e revender jogos faz parte da cultura de quem joga.
O Game-Key Card até permite revender e emprestar o cartão, mas exige um download que, para muita gente por aqui, ainda é longo e pesado. A edição física de Elden Ring Tarnished Edition, por exemplo, é um Game-Key Card. Se a regra existir mesmo, ela nunca vai ganhar uma versão com o jogo no cartucho.
Na mesma BGS, a Nintendo garantiu que não pretende abandonar a mídia física. O que a varejista canadense levanta é outra questão: que tipo de mídia física os jogos de terceiros vão continuar recebendo no Switch 2.
Nintendo afirma que não pretende abandonar jogos em mídia física
Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
Ver perfil e matérias →Newsletter Acerto Games
Dê o start na informação certa
Um resumo diário com as principais notícias de games, direto no seu e-mail.
Leia no celular
Aponte a câmera e abra esta matéria


