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Company of Heroes 3: Operation Torch traz campanha americana no Norte da África em 25 de novembro

Primeira expansão single-player desde o lançamento, o DLC tem 15 missões, vai do desembarque à derrota em Kasserine e chega só ao PC, com textos em português do Brasil.

Por · 29 out 2026 · 07:44 · 3 min de leitura

Arte oficial de Company of Heroes 3: Operation Torch com soldados americanos numa lancha de desembarque chegando a uma praia rochosa do Norte da África

📷 Company of Heroes 3: Operation Torch. Divulgação/Relic Entertainment

Company of Heroes 3 vai ganhar a sua primeira campanha single-player nova desde o lançamento. A Relic Entertainment anunciou nesta quarta-feira (28) Operation Torch, um DLC com 15 missões que coloca o jogador no comando das tropas americanas durante a invasão aliada do Norte da África. A expansão chega em 25 de novembro, só no PC.

Do desembarque à Colina 609

O nome vem da operação que, em novembro de 1942, levou o Exército dos Estados Unidos à sua primeira grande campanha contra a Alemanha. A Relic montou o arco dramático em três tempos: os desembarques no litoral africano, a derrota no Passo de Kasserine e o ataque final à Colina 609, na Tunísia.

A escolha da derrota como ponto de virada diz muito sobre o tom. Kasserine foi o batismo de fogo de um exército inexperiente, e a Relic define a campanha como a história de uma força verde que aprende apanhando. Segundo o estúdio, os soldados acompanhados pelo jogador estão sendo "forjados na força de combate que vai libertar a Europa".

Um Tiger alemão avança entre casas de uma vila no Norte da África em Operation Torch.
📷 Um Tiger alemão avança entre casas de uma vila no Norte da África em Operation Torch. Divulgação/Relic Entertainment.

A história é contada por três personagens americanos, entre soldados e comandantes. Assim a narrativa alterna entre a tenda de comando e a linha de frente, algo que a série sempre fez bem nas suas campanhas lineares.

Uma missão, um problema tático

Cada uma das 15 missões é construída em torno de um problema específico. A Relic cita desembarques em praias, operações furtivas, defesas desesperadas e grandes assaltos. Cada fase destaca uma unidade ou uma capacidade do campo de batalha, o que indica uma campanha mais roteirizada que o mapa dinâmico da Itália.

Há progressão persistente entre as fases. Cada missão oferece duas escolhas de progressão e rende um ou dois upgrades, com recompensas extras para quem cumprir os objetivos secundários. As decisões se acumulam e moldam o exército até o fim.

Infantaria americana avança ao lado de um Sherman no deserto tunisiano.
📷 Infantaria americana avança ao lado de um Sherman no deserto tunisiano. Divulgação/Relic Entertainment.

A volta à África, agora do outro lado

O cenário não é inédito no jogo. A campanha do Eixo no lançamento, em fevereiro de 2023, já se passava no Norte da África, do ponto de vista do Afrikakorps. A campanha aliada era a da Itália, com seu mapa estratégico dinâmico, que dividiu a crítica por decisões de pouco peso e por uma inteligência artificial irregular. Operation Torch leva o jogador de volta ao mesmo deserto, agora do lado americano.

Também muda a natureza do conteúdo. Desde 2023, os DLCs de Company of Heroes 3 foram pacotes de Battlegroups, pensados sobretudo para o multiplayer, como Endure & Defy, lançado em novembro do ano passado. A nova expansão é a primeira dedicada inteiramente ao jogo solo, e chega depois de a Relic deixar a Sega e passar a publicar os próprios jogos.

Em português, ainda sem preço

A página do DLC na Steam já lista textos em português do Brasil, com áudio completo em inglês. O preço em reais ainda não aparece, e a Relic não falou em versão para PS5 ou Xbox Series, plataformas onde o jogo base está disponível desde maio de 2023.

Depois de quase três anos de conteúdo voltado ao multiplayer, a Relic volta à campanha linear e roteirizada. É o formato que consagrou o primeiro Company of Heroes, de 2006, que começava na Normandia. Agora a série tenta repetir a fórmula no deserto, com um exército que começa a guerra perdendo.

Sobre o autor

Bruno Vazquez

Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.

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