Ayasa: Shadows of Silence, terror contado sem palavras, chega ao PS5 e ao Xbox
O jogo de plataforma e quebra-cabeças da Aya Games, inspirado em Tim Burton e Miyazaki, deixa a exclusividade do PC. A história de seis terras sombrias é contada só com imagens e música.
Por Bruno Vazquez · 26 out 2026 · 13:52 · 3 min de leitura

📷 Ayasa: Shadows of Silence. Divulgação/Aya Games
Ayasa: Shadows of Silence chegou nesta segunda-feira (26) ao PS5 e ao Xbox Series X|S. O jogo de plataforma e quebra-cabeças da Aya Games, um estúdio independente da Armênia, estava disponível só no PC desde novembro de 2025. A história é contada inteira sem uma palavra falada.
Seis terras com nome de virtude e de pecado
O jogo se passa no Mundo Invertido, um reino que vivia em equilíbrio entre luz e sombra sob a proteção de Tas, o Absoluto. Uma guerra rompeu essa harmonia, e a escuridão se espalhou por seis terras. Elas se chamam Fé, Esperança, Amor, Ganância, Indiferença e Traição.
Ayasa, uma menina que viaja sozinha, sai em busca dos fragmentos da luz de Tas para restaurar o equilíbrio. Cada terra tem a cara do que o nome representa. Numa das imagens divulgadas, que parece ser da Ganância, um porco de terno se debruça sobre uma bandeja de moedas.

Luz, furtividade e consciência
A jogabilidade mistura plataforma, quebra-cabeças de cenário e furtividade. A luz é a ferramenta principal: revela caminhos escondidos e desperta máquinas antigas. As ameaças são perigosas demais para enfrentar de frente, então sobreviver depende de observar, esperar a hora certa e se esconder.
Há também uma camada de escolha. Segundo a Aya Games, os mistérios que Ayasa deixa sem resolver podem puxá-la para a escuridão e mudar quem ela se torna. A descrição oficial resume a ideia: a compaixão ou a indiferença do jogador podem moldar o destino do mundo.

Burton, Miyazaki e a música armênia
As referências visuais assumidas pelo estúdio vão de Tim Burton e Hayao Miyazaki a nomes menos óbvios, como o francês René Laloux e os armênios Robert Sahakyants e Sergei Parajanov. O resultado parece mais próximo de um conto sombrio do que do terror de sustos.
A trilha sonora é de Arman Msryan e se inspira na obra de Komitas, compositor considerado o pai da música clássica armênia. "Ayasa sempre foi feito para falar sem palavras. Queríamos que os jogadores sentissem a história, em vez de lê-la", disse Edgar Janoyan, fundador e CEO da Aya Games.
Preço e idioma
Nos consoles, Ayasa sai por US$ 19,99. É mais barato que no PC, onde custa US$ 24,99. Na Steam brasileira, o preço é R$ 63,99. Segundo o estúdio, o jogo recebeu atualizações importantes desde o lançamento no PC, a partir do retorno dos jogadores.
Para o público brasileiro, a falta de diálogos ajuda, mas não é o único ponto. A versão de PC tem menus e textos em português do Brasil, entre os 24 idiomas oferecidos. A trilha sonora e um livro de arte digital são vendidos à parte na Steam. A Aya Games tem mais de dez pessoas, divididas entre a Armênia e os Estados Unidos, e Ayasa é o seu primeiro jogo.
Para quem gostou de Limbo, Inside e Little Nightmares, Ayasa parece uma aposta natural. A diferença está no tom, que troca o cinza industrial dessas referências por um imaginário ligado à animação autoral e à cultura armênia.
Sobre o autor
Bruno Vazquez
Jornalista formado em 2008 e editor do Acerto Games, com 18 anos de experiência profissional. A cobertura combina apuração jornalística, experiência de jogador e análise da indústria.
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