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Sem leitor de disco e mais caro, PlayStation ainda é mais barato que PC gamer, diz a Sony

Questionada por um analista do Goldman Sachs se o fim dos discos não deixaria o console parecido demais com um PC, a diretora financeira da Sony respondeu que disco nunca foi o diferencial — e cravou que dá pra conviver em paz com o PC.

Por Bruno Vazquez · 04 ago 2026 · 10:00 · 4 min de leitura

📷 Divulgação/Sony

A Sony passou os últimos meses fazendo duas coisas que irritaram bastante gente: aumentou os preços de praticamente toda a linha PlayStation e anunciou que vai encerrar a produção de jogos em disco a partir de janeiro de 2028. Junte as duas e chega-se à pergunta incômoda que um analista fez direto pra empresa — se o console vai ser só digital, igual ao PC, o que sobra pra diferenciar um do outro?

Segundo o site MP1st, a pergunta partiu de Minami Hase, analista sênior do Goldman Sachs, durante a reunião recente com investidores. E a resposta veio da diretora financeira da Sony, Lin Tao.

'O disco nunca foi o diferencial'

Tao rebateu dizendo que o disco físico jamais foi o fator que separou o PlayStation de um PC gamer. Para ela, o que distingue a plataforma é outra coisa: o catálogo selecionado de jogos e conteúdo, a estabilidade do ambiente de jogo e — atenção pra essa — o preço mais acessível quando comparado a um PC gamer de ponta.

A executiva foi além e disse que a Sony enxerga uma convivência pacífica com os jogos de PC daqui pra frente. Ou seja: a empresa não vê o PC como inimigo a ser combatido, e sim como um vizinho com o qual dá pra dividir o quarteirão.

O argumento se sustenta? Depende de onde você mora

Vamos ser justos com a Sony por um instante: no atacado, ela tem razão. Um PC gamer capaz de rodar jogos no nível de um PS5 custa mais caro que o console, e a crise de memória e armazenamento que está encarecendo componentes deve piorar isso ainda mais nos próximos anos.

Mas o argumento vem perdendo força justamente por causa das decisões da própria empresa. O PS5 Pro já custa US$ 900 lá fora — patamar de PC intermediário. E aqui no Brasil, onde a conta sempre dói mais, o PS5 com leitor de disco está na casa dos R$ 4.699 e a edição digital, dos R$ 3.999. Some a isso jogos de lançamento passando dos R$ 300 e a comparação começa a ficar menos confortável do que a Sony gostaria.

Tem ainda um ponto que a resposta da executiva não toca: sem disco, acaba também o mercado de usados — aquele que permite revender, emprestar e comprar barato. Análises do setor estimam esse mercado em cerca de 7 bilhões de dólares. Pro consumidor brasileiro, que sempre se virou com troca e revenda pra bancar o hobby, essa perda é concreta e não aparece na tabela de preço do console.

E o PS6?

Fica no ar a pergunta que interessa a longo prazo. Se o PS5 Pro já sai por US$ 900 e a escassez de memória não dá sinal de trégua, a próxima geração pode nascer num preço que torna todo esse discurso de acessibilidade difícil de sustentar.

A própria Sony já disse que ainda não definiu nem preço nem data de lançamento do PS6, então qualquer número por aí é especulação. Mas a pressão de custo é real e está documentada.

Pra gente, o resumo é este: a Sony está tecnicamente certa e estrategicamente na corda bamba. Console segue mais barato que PC de ponta, sim — só que a distância vem encolhendo a cada reajuste, e cada vantagem que a empresa abre mão (disco, usados, empréstimo entre amigos) é um argumento a menos na próxima vez que precisar responder essa mesma pergunta.

E aí, você ainda compra console pensando em economia, ou já faz as contas pro PC? Comenta aí embaixo.

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Com informações de: MP1st

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