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Hugo Martin rebate boatos: 'id Software não foi destruída pelas demissões da Xbox'

O diretor criativo do estúdio por trás de Doom veio a público desmentir os rumores de que a id Software teria sido 'nerfada até o chão' — e promete que o próximo projeto vem por aí.

Por Bruno Vazquez · 17 jul 2026 · 09:58 · 4 min de leitura

📷 Reprodução/IGN

Hugo Martin, diretor criativo da id Software, quebrou o silêncio nesta semana para desmentir os relatos de que o estúdio — pai de Doom, Quake e Wolfenstein — teria sido destruído pelas demissões em massa da Xbox. A declaração foi feita durante uma livestream de Doom: The Dark Ages e primeiro repercutiu pelo Kotaku antes de ser amplamente coberta pela IGN.

O contexto é pesado: um aviso legal (WARN notice) protocolado no Texas e reportado pelo Game Developer confirmou que 96 funcionários foram demitidos em Richardson — cidade sede da id Software —, com outros 40 cargos remotos cortados. Estimativas apontam que as demissões atingiram cerca de metade do quadro do estúdio, como parte do 'reset' anunciado pela nova CEO da Xbox, Asha Sharma, que já havia eliminado 1.600 postos de trabalho e deve cortar mais 1.600 ao longo do ano fiscal. Quatro estúdios da Xbox já foram fechados, e um quinto estaria a caminho.

Mas Martin foi direto ao ponto na live: 'Há relatos de que fomos nerfados até o chão, que fomos destruídos, que somos 50 pessoas — e isso não é verdade', afirmou, segundo a IGN. Ele comparou o tamanho atual da equipe ao que a id Software tinha quando produziu o aclamado reboot de Doom em 2016 — um jogo que, cá entre nós, redefiniu o que um shooter de ritmo frenético podia ser. Sobre a id Tech, a engine própria do estúdio também usada pelo MachineGames (de Wolfenstein), Martin garantiu que ela 'está muito viva e funcionando', com engenheiros tanto em Frankfurt quanto na Suécia, em colaboração com a equipe texana.

O diretor também deu uma acenada sobre Doom: The Dark Ages, sugerindo que o game — lançado em maio de 2025 — está cumprindo as projeções comerciais e de crítica. 'O fato de termos feito um jogo que as pessoas gostam, que é um sucesso de crítica e comercialmente... isso é bom para todo mundo', disse ele, incluindo os colegas que precisaram sair. A declaração soa generosa, mas também estratégica: mostrar que a franquia ainda gera resultado é um argumento para manter o estúdio de pé.

Enquanto isso, a situação lá fora continua tensa. Segundo o Kera News, dezenas de ex-funcionários participaram de um protesto chamado 'Save our Devs' em frente ao escritório da id Software em Richardson, parte de um movimento coordenado pelo sindicato Communications Workers of America (CWA) em várias cidades dos EUA e do Canadá. O CWA ainda negocia um acordo de saída com a Microsoft. John Romero e John Carmack, cofundadores históricos do estúdio, também se pronunciaram — Romero defendeu o legado da casa e apoiou os demitidos; Carmack expressou tristeza, mas questionou se as vendas dos jogos teriam sido suficientes para evitar os cortes.

E o futuro? Segundo o GamesBeat, antes das demissões o estúdio avaliava conceitos como um IP original no estilo John Wick, um novo Perfect Dark e um Doom multiplayer/co-op. Tom Warren, do The Verge, afirmou que a id Software agora trabalha em um novo jogo da franquia Doom. Martin prometeu revelar o próximo projeto 'quando for o momento certo e aprovado'. A galera vai ter que engolir a ansiedade por ora — mas pelo menos parece que a id Software ainda existe para contar a história.

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Com informações de: IGN

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