Venda da EA por US$ 55 bilhões será concluída na próxima semana — a maior da história dos games
Todas as aprovações regulatórias saíram, e o negócio fecha em 4 de agosto. O fundo soberano da Arábia Saudita passa a controlar mais de 93% da Electronic Arts — dona de Battlefield, The Sims, Apex e EA Sports FC.
Por Bruno Vazquez · 31 jul 2026 · 11:00 · 3 min de leitura
📷 Reprodução/Electronic Arts
É oficial: a novela da venda da Electronic Arts está chegando ao fim. Num documento protocolado na SEC (o órgão regulador do mercado americano), a empresa confirmou que obteve todas as aprovações regulatórias necessárias, e a expectativa é que o negócio de US$ 55 bilhões seja fechado em 4 de agosto — a maior aquisição alavancada da história.
Como a operação está estruturada
O comprador é um consórcio liderado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (o PIF), ao lado da gestora Silver Lake e da Affinity Partners — esta última fundada por Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump. O financiamento se divide em US$ 36 bilhões de capital próprio e US$ 20 bilhões em novas dívidas. Ao fim de tudo, o PIF ficará com mais de 93% da companhia — mas, num detalhe curioso das aquisições alavancadas, é a própria EA que terá de arcar com o valor dessa dívida do financiamento.
O que muda (e o que não muda)
Apesar da guinada radical na propriedade, alguns pilares seguem: Andrew Wilson continua como CEO (sim, o mesmo do bônus de US$ 38,7 milhões que a gente noticiou), e a sede permanece em Redwood City, na Califórnia. A mudança mais profunda é outra: a EA deixa de ser empresa de capital aberto e vira fechada. Na prática, isso significa que ela passa a ficar, dentro dos limites regulatórios, sujeita às decisões do novo dono — e não precisa mais divulgar publicamente seus números financeiros (nem os bônus dos executivos).
As críticas ao negócio
A operação é polêmica por vários motivos. O PIF é presidido por Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e governante de fato da Arábia Saudita. Críticos levantam preocupações que vão do acesso a dados de consumidores de uma empresa majoritariamente americana até acusações de 'culture washing' — a ideia de que o país usa o esporte e o entretenimento (futebol, Fórmula 1 e agora games) pra melhorar sua imagem internacional. Houve inclusive petições tentando barrar a compra, sem sucesso.
O tamanho do que muda de mãos
Quando o negócio fechar, o PIF terá controle efetivo de um catálogo gigantesco: EA Sports FC, Madden NFL, Battlefield, The Sims, Apex Legends, Mass Effect, Dragon Age e várias franquias de Star Wars, entre outras. A EA, aliás, vem numa boa fase comercial — Battlefield 6 foi o jogo mais vendido de 2025. É uma das maiores publishers do mundo trocando de mãos, e os efeitos disso na indústria vão se desenrolar pelos próximos anos. Fica o registro de um marco (para o bem ou para o mal) na história dos videogames.
O que você acha dessa aquisição? Boa ou má notícia pro futuro da EA? Comenta aí embaixo.
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Com informações de: IGN, Variety e PC Gamer