Criterion confirma: Need for Speed e Burnout ficaram para trás — agora é só Battlefield
A vice-presidente da Criterion deixou claro que os icônicos franquias de corrida não estão mais nos planos do estúdio. Dói, mas a gente precisava saber.
Por Bruno Vazquez · 14 jul 2026 · 4 min de leitura
📷 Reprodução/GameSpot
A Criterion Games celebrou 30 anos de estrada nesta semana, mas a festa teve um gosto amargo para quem cresceu derrapando nas ruas de Need for Speed e explodindo carros em câmera lenta no Burnout. Durante as comemorações, Rebecka Coutaz, vice-presidente e gerente-geral do estúdio — agora rebatizado de Battlefield Studios Europe —, confirmou ao IGN o que muita gente já temia: Need for Speed e Burnout não são mais prioridade da casa. Nenhuma delas.
Quando questionada diretamente sobre outros projetos, Coutaz foi direta como uma barreira de concreto no Crash Mode: 'Estamos totalmente focados em Battlefield.' Ela ainda reforçou que o estúdio prefere olhar para a frente — 'Não estamos aqui para falar do passado', disse ela. Recado dado, recado entendido.
Pra quem não acompanhou a trajetória: a Criterion assumiu o volante de Need for Speed lá em 2010, com o excelente Hot Pursuit — reboot do clássico de 1998 —, passou por Rivals e encerrou o ciclo com o estiloso Need for Speed Unbound, de 2022. No universo Burnout, o estúdio foi o pai da franquia do começo ao fim, de 2001 a 2018. Ou seja: se a Criterion largou o volante, as chances de ver um novo jogo dessas séries aparecem no horizonte são... bem pequenas.
Curiosamente, Coutaz não negou a herança que Need for Speed e Burnout deixaram no DNA do estúdio. 'Antes eram carros e menos armas. Mas é a experiência geral do jogador que compartilhamos com a mesma intensidade', explicou ela. 'A intensidade, o visual cinematográfico, a recompensa instantânea que os nossos jogadores amam no Battlefield — essas são as verdadeiras forças da Criterion.' No fundo, o espírito do Boost está vivo, só trocou o asfalto pelas trincheiras.
E cá entre nós, galera: dói. Dói muito. Quem nunca ficou até a madrugada no PS2 tentando zerar o Hot Pursuit 2 no modo difícil, ou passou raiva — e ao mesmo tempo gargalhou — com as destruições absurdas do Burnout 3: Takedown, não sabe o que está perdendo. Essas franquias moldaram toda uma geração de jogadores de corrida no Brasil. Torcer para que outra EA dê o volante a outro estúdio é o que nos resta agora.
Com informações de: GameSpot