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Jon Hamm quase foi o detetive de LA Noire — e o roteirista explica por que foi melhor assim

O Don Draper de Mad Men foi cogitado para viver Cole Phelps no clássico de 2011, mas um roteirista do jogo revelou à IGN por que Aaron Staton era simplesmente a escolha certa.

Por Bruno Vazquez · 13 jul. 2026 · 3 min de leitura

📷 Reprodução/GameSpot

Sabe aquela história de 'quase foi diferente' que dá pra ficar imaginando por horas? LA Noire tem uma boa. Segundo Daniel McMahon, roteirista do jogo de detetive lançado em 2011 pela Rockstar, o astro Jon Hamm — o eterno Don Draper de Mad Men — chegou a ser discutido para interpretar o detetive Cole Phelps antes de Aaron Staton ser escalado para o papel.

McMahon contou à IGN que LA Noire e Mad Men compartilhavam o mesmo diretor de casting, o que explica como o nome de Hamm entrou na conversa. 'Nunca foi dito na época, mas agora eu entendo a visão: Jon Hamm é um ator maravilhoso, mas ele não é Cole Phelps', disse o roteirista. A lógica faz todo sentido quando você pensa bem — Hamm passou anos encarnando um homem de presença magnética, confiante ao extremo, dono do próprio nariz. Cole Phelps é exatamente o oposto disso.

McMahon foi além na explicação: 'Ele é muito inteligente, mas também é jovem, inexperiente, e está apenas tentando dar o seu melhor.' Na visão do roteirista, Staton foi muito mais eficaz em retratar essa fragilidade do personagem — algo essencial para a história que LA Noire queria contar. Sobre Hamm, o veredicto foi diplomático porém direto: 'teria sido incrível, mas caro, e provavelmente não tão boa escolha para aquele personagem quanto Aaron Staton foi.'

Vale lembrar que Staton é o Ken Cosgrove na mesma Mad Men — ou seja, os dois atores vinham do mesmo universo criativo, mas encarnavam arquétipos completamente distintos dentro da série. A conexão entre os dois projetos vai mais fundo do que parecia à primeira vista.

Quem cresceu jogando LA Noire no PS3 ou Xbox 360 sabe o quanto aquela tecnologia de captura facial era impressionante pra época — e boa parte do peso emocional do jogo dependia de você acreditar no rosto do Cole Phelps. Staton entregou isso. Hamm provavelmente entregaria um personagem diferente, talvez mais imponente, mas não necessariamente mais verdadeiro para a história.

No campo do futuro da franquia, a notícia também é de interesse: segundo a GameSpot, o chefão da Take-Two, Strauss Zelnick, afirmou no início deste ano que a empresa está avaliando projetos futuros para todas as suas franquias — e LA Noire está na lista. Nenhum sequel foi anunciado ainda, mas depois de mais de 15 anos de silêncio, qualquer sinal de vida já é motivo pra acender a vela.

E cá entre nós: se um dia esse sequel sair, esperamos que o Staton seja chamado de volta. Afinal, ele fez o trabalho pesado lá em 1947 — merece a continuação.

Com informações de: GameSpot